Quénia vai construir cidade que quer ser o `Silicon Valley` de África
Nairobi, 24 jan (Lusa) - O Presidente do Quénia lançou na quarta-feira um projeto de 6,8 mil milhões de euros para construir uma cidade tecnológica a 60 quilómetros de Nairobi que já é chamada de "Silicon Savana" de África.
"Espera-se que estimule investimento e comércio maciço e que crie milhares de oportunidades de emprego para jovens quenianos no setor das teconologias de informação e comunicação", disse o Presidente queniano, Mwai Kibaki, na cerimónia de lançamento.
A Cidade Tecnológica de Konza levará 20 anos a construir e deverá criar mais de 20 mil empregos nas tecnologias de informação até 2015 e 200 mil até 2030.
Incluído na ambiciosa iniciativa governamental "Visão 2030", que visa criar uma nação globalmente competitiva e próspera com elevada qualidade de vida nos próximos 18 anos, o projeto tem o apoio de todos os partidos políticos do país.
O Governo estará a tentar aproveitar o número crescente de especialistas em desenvolvimento de software no país, que tem 18 milhões de utilizadores da Internet e ligações de banda larga mais rápidas do que a África do Sul, o país mais rico do continente.
No lançamento do projeto, o presidente apelou aos investidores nacionais e estrangeiros para que aproveitem as "tremendas oportunidades" de Konza e o site sobre o projeto indica que a cidade quer atrair negócios como `outsourcing`, desenvolvimento de `software`, centros de dados, `call centres`, entre outros.
Mwai Kibaki sublinhou que o enorme desenvolvimento que se espera na cidade e arredores irá redefinir o modelo de povoamento humano e transformar as atividades económicas da região.
O local onde será construída a cidade, de dois mil hectares, era um rancho a sudeste de Nairobi, a caminho da cidade portuária de Mombaça, mas desde que o plano foi anunciado, após as eleições do ano passado, os preços dos terrenos na zona aumentaram exponencialmente.
Na cidade seá construída uma universidade focada em investigação e tecnologia, assim como hotéis, áreas residenciais, escolas e hospitais.