Economia
Quercus aponta deslize de José Sócrates com imposto
A Quercus exigiu esclarecimentos ao Governo sobre o pagamento de imposto automóvel nos carros eléctricos, depois de o primeiro-ministro ter falado numa isenção de 70% quando a lei prevê ausência de imposto para aqueles veículos. O gabinete de Sócrates diz que o PM se referiu ao regime geral.
O pedido de clarificação foi feito pela associação ambientalista depois de o primeiro-ministro ter referido que os carros eléctricos terão em Portugal uma isenção de 70% por cento no imposto automóvel.
Durante a assinatura de um protocolo entre o Governo e a aliança Renault-Nissan para a comercialização no país de veículos eléctricos, José Sócrates afirmou que "se um carro eléctrico já existisse actualmente, apenas pagaria 30% do imposto automóvel, já que este imposto tem em 70% uma componente ambiental".
Quercus teme que menos imposto possa ser neste caso mais imposto
Dois dias depois, a Quercus vem a terreiro manifestar temor de que o Executivo esteja a preparar uma taxa que não existe e sublinha "dois erros na afirmação do primeiro-ministro: a componente ambiental representa 60% e não 70% do cálculo do imposto e um veículo eléctrico está isento dos impostos".
Num comunicado enviado à Lusa, a associação lembra que "um veículo eléctrico está isento tanto de Imposto sobre Veículos como de Imposto Único de Circulação", afirmação que sustenta na própria legislação relativa ao Código do Imposto sobre Veículos, que refere no seu artigo 2 que os veículos exclusivamente eléctricos não pagam este imposto.
Sócrates referia-se ao regime geral, afirma assessor
À Agência Lusa, o assessor de imprensa de José Sócrates preferiu sublinhar que o chefe do Governo apenas pretendeu valorizar aquela que será uma taxa de imposto automóvel "das mais favoráveis da Europa para promover veículos amigos do ambiente".
"Quando se referiu aos 30% sobre a cilindrada do imposto automóvel, (o primeiro-ministro) estava a referir-se ao caso de se aplicar o regime geral. Mesmo nesse caso, no regime geral, pagaria apenas 30%", insistiu o assessor do primeiro-ministro.
BE fala em propaganda
No Parlamento, o BE também fez notar "o equívoco" do primeiro-ministro, acabando por entregar uma pergunta por escrito no sentido de apurar a que se referia o Governo com "quadro fiscal mais atractivo" quando se referia ao carro eléctrico, já isento de impostos pela lei vigente.
"Ou há aqui qualquer confusão ou o senhor primeiro-ministro quis fazer propaganda e não se informou", declarou a deputada Helena Pinto.
Durante a assinatura de um protocolo entre o Governo e a aliança Renault-Nissan para a comercialização no país de veículos eléctricos, José Sócrates afirmou que "se um carro eléctrico já existisse actualmente, apenas pagaria 30% do imposto automóvel, já que este imposto tem em 70% uma componente ambiental".
Quercus teme que menos imposto possa ser neste caso mais imposto
Dois dias depois, a Quercus vem a terreiro manifestar temor de que o Executivo esteja a preparar uma taxa que não existe e sublinha "dois erros na afirmação do primeiro-ministro: a componente ambiental representa 60% e não 70% do cálculo do imposto e um veículo eléctrico está isento dos impostos".
Num comunicado enviado à Lusa, a associação lembra que "um veículo eléctrico está isento tanto de Imposto sobre Veículos como de Imposto Único de Circulação", afirmação que sustenta na própria legislação relativa ao Código do Imposto sobre Veículos, que refere no seu artigo 2 que os veículos exclusivamente eléctricos não pagam este imposto.
Sócrates referia-se ao regime geral, afirma assessor
À Agência Lusa, o assessor de imprensa de José Sócrates preferiu sublinhar que o chefe do Governo apenas pretendeu valorizar aquela que será uma taxa de imposto automóvel "das mais favoráveis da Europa para promover veículos amigos do ambiente".
"Quando se referiu aos 30% sobre a cilindrada do imposto automóvel, (o primeiro-ministro) estava a referir-se ao caso de se aplicar o regime geral. Mesmo nesse caso, no regime geral, pagaria apenas 30%", insistiu o assessor do primeiro-ministro.
BE fala em propaganda
No Parlamento, o BE também fez notar "o equívoco" do primeiro-ministro, acabando por entregar uma pergunta por escrito no sentido de apurar a que se referia o Governo com "quadro fiscal mais atractivo" quando se referia ao carro eléctrico, já isento de impostos pela lei vigente.
"Ou há aqui qualquer confusão ou o senhor primeiro-ministro quis fazer propaganda e não se informou", declarou a deputada Helena Pinto.