Reabilitação da Siderurgia Nacional de Angola começa no primeiro trimestre de 2005
As obras de reabilitação da Siderurgia Nacional de Angola deverão arrancar durante o primeiro trimestre de 2005, estando a primeira fase orçada em cerca de 10 milhões de dólares, revelou o ministro da Industria, Joaquim David.
No final da primeira fase de reabilitação, cuja duração não foi divulgada, a Siderurgia Nacional deverá estar em condições de produzir 100 mil toneladas por ano, o que representa cerca de 10 por cento do consumo anual de Angola.
Joaquim David salientou que a recuperação desta importante unidade industrial será feita em várias fases, mas não especificou quantas, nem o prazo previsto para a sua conclusão.
A Siderurgia Nacional é uma das empresas que o governo angolano pretende privatizar, tendo o grupo português FERPINTA chegado a iniciar negociações com esse objectivo, mas o negócio acabou por ser inviabilizado.
Em meados de Julho, o presidente do grupo português, Fernando Pinho Teixeira, revelou que o negócio deixou de ter interesse para a FERPINTA por obrigar à aquisição de um novo forno eléctrico.
"A tecnologia evoluiu muito nos últimos 40 anos, mas a Siderurgia Nacional parou, portanto, todo o seu equipamento está completamente ultrapassado", afirmou, na altura, o empresário, em declarações aos jornalistas em Luanda.
O volume do investimento necessário para a aquisição do novo forno e as dificuldades para transportar as cerca de três milhões de toneladas de sucata disponibilizadas pelo governo para as instalações da Siderurgia foram os principais motivos que levaram à inviabilização do negócio.
O governo angolano aprovou em finais de Agosto do ano passado um plano estratégico para o relançamento da indústria siderúrgica nacional.
A decisão do governo tinha como objectivos a substituição da importação de produtos siderúrgicos pela produção interna, o reforço da formação profissional, a criação de novos postos de trabalho e o aumento da taxa de crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB).