Reabilitação do Hospital Militar de Belém custará até 20 milhões de euros e deverá estar concluída em três anos

Reabilitação do Hospital Militar de Belém custará até 20 milhões de euros e deverá estar concluída em três anos

A reabilitação do antigo Hospital Militar de Belém deverá custar perto de 20 milhões de euros e prevê-se que possa estar concluída dentro de três anos, anunciou hoje o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Os dados foram adiantados numa sessão de apresentação dos planos de reabilitação do Antigo Hospital Militar de Belém, que decorreu, ao final da tarde de hoje, no Hospital das Forças Armadas, em Lisboa, que contou com intervenções do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General João Cartaxo Alves, e do ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.

A recuperação deste espaço tem como objetivo reforçar a capacidade da saúde militar, através da criação de uma nova unidade dedicada à fisioterapia programada e a cuidados continuados de curta e média duração, para a qual serão destinadas 130 camas. Está também em cima da mesa a possibilidade de instalar uma unidade de cuidados paliativos.

O General Cartaxo Alves explicou que neste momento o projeto está em desenvolvimento e que a expectativa é iniciar a obra durante o próximo ano para que termine no prazo máximo de três anos.

Quanto aos custos, o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas indicou que, de acordo com cálculos e estimativas iniciais, a empreitada deverá rondar um valor próximo dos 20 milhões de euros para garantir a "recuperação do hospital na sua plena capacidade".

Questionado sobre o financiamento da obra, Cartaxo Alves referiu que as Forças Armadas "têm várias linhas de financiamento" como a Lei de Investimento Militar e as verbas provenientes do Orçamento do Estado.

"Será uma conjugação de várias linhas de financiamento que irão permitir fazer esta obra e esta intervenção no hospital", acrescentou.

Na apresentação do projeto, João Cartaxo Alves afirmou que a recuperação e transformação das infraestruturas do antigo Hospital Militar de Belém constitui uma opção de "natureza eminentemente estratégica", destinada a aumentar a capacidade instalada no sistema de saúde militar e libertar o polo de Lisboa do Hospital das Forças Armadas para "atividades de maior diferenciação clínica e operacional".

Cartaxo Alves enfatizou ainda que a organização prevista para o edifício permitirá também "constituir uma reserva estratégica de capacidade hospitalar, também apta a ser ativada em situações de crise, emergência nacional, catástrofe, pandemia ou conflito armado".

"Desta forma, Portugal reforça assim a sua autonomia na área da saúde militar, aumenta a resiliência do dispositivo sanitário das Forças Armadas e melhora a capacidade de resposta perante elevados cenários de exigência, em consonância com os compromissos assumidos no âmbito da NATO e da União Europeia", sustentou.

Por sua vez, o ministro da Defesa Nacional interveio para salientar que, apesar de estas instalações serem "muito apetecíveis para muita gente", o antigo Hospital Militar de Belém trata-se de um "edifício que é estratégico para as Forças Armadas, que faz falta a ação militar" e que "não pode estar fechado".

Questionado sobre as reivindicações para que o espaço fosse utilizado para outros fins, nomeadamente a construção de um centro intergeracional, Nuno Melo sublinhou que se trata de um edifício militar e que a disponibilização do espaço no passado, de forma transitória, para outros fins "não significa a disponibilidade para a entrega desse espaço, definitiva ou de título".

Sobre se houve algum pedido formal, nomeadamente por parte da Câmara de Lisboa, para a utilização deste espaço, o ministro disse "todos os dias" há pedidos à Forças Armadas para utilizar as suas instalações temporárias, mas que, desde que está no Governo, não foi nunca equacionada a entrega do edifício a título definitivo.

"Este é um edifício militar que está no perímetro das Forças Armadas, sem nenhuma intenção de ser entregue para outro fim que não a da saúde militar, através deste projeto. Felizmente, verificando-se agora este projeto que garante a sua utilização", concluiu.

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