Receitas da Oi em Portugal caem 4,5% no 3.º trimestre

As receitas da Oi em Portugal caíram 4,5% no terceiro trimestre em termos homólogos, penalizadas pelo "impacto desfavorável do câmbio", mas tiveram melhor desempenho que as operações brasileiras da empresa de telecomunicações, que recuaram 5,1%, foi hoje anunciado.

Lusa /

Em comunicado hoje divulgado no sítio da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Oi reporta receitas de 1.833 milhões de reais (menos 4,5%) no negócio de telecomunicações em Portugal de julho a setembro, equivalentes a 610 milhões de euros em moeda local, menos 3,3% do que no terceiro trimestre de 2013.

Segundo a operadora brasileira, este resultado reflete "o melhor desempenho das receitas dos segmentos residencial e corporativo/PME", sendo que as receitas de clientes do negócio de telecomunicações em Portugal caíram 4,9% face ao terceiro trimestre de 2013.

No período, as receitas do segmento `business to consumer` [negócio entre a empresa e o consumidor final] em moeda local caíram 2,7% face a 2013, melhorando face ao trimestre anterior, em que haviam recuado 3,0% em comparação com o trimestre homólogo.

"O MEO apresentou outro trimestre de desempenho resiliente em termos de adições líquidas, tanto no segmento residencial quanto no de mobilidade pessoal, sustentado pelo desempenho do MxO, que continuou a ganhar força mais de um ano e meio após o seu lançamento, ultrapassando três milhões de UGRs em outubro de 2014", refere a Oi.

Quanto às receitas do segmento residencial em Portugal, totalizaram 526 milhões de reais de julho a setembro, menos 1,8% do que em 2013, correspondentes a 175 milhões de euros, uma quebra de 0,5% face a 2013.

"O MEO continuou ganhando participação de mercado nas ofertas `triple-play` [televisão, internet e rede fixa] e `quadruple-play` [televisão, internet, rede fixa e telemóvel]. Como resultado, as linhas fixas do varejo [retalho] apresentaram 31 mil adições líquidas no terceiro trimestre de 2014 comparado a 8 mil adições líquidas no terceiro trimestre de 2013, registando um desempenho robusto, já visto no segundo trimestre de 2014", nota a operadora.

Já as receitas do segmento móvel totalizaram 489 milhões de reais/162 milhões de euros, o que representa uma queda de 5,2% e de 4,6% em relação ao período homólogo, "impactadas principalmente pelo menor volume de vendas e por maiores pressões competitivas e de preço no segmento pré-pago".

No terceiro trimestre, o segmento corporativo/PME do negócio da Oi em Portugal foi também "penalizado pelas dinâmicas competitivas que estão afetando o ambiente de preços, mais especificamente os serviços de mobilidade", com as respetivas receitas a desceram 7,0% em termos homólogos, para 550 milhões de reais, equivalente a menos 5,5%, para 183 milhões de euros, em moeda local.

Ainda assim, nota, esta evolução melhora "a tendência em relação aos trimestres anteriores", permitindo à Oi manter "uma forte posição no mercado".

Nas operações brasileiras, a Oi registou uma quebra homóloga de 5,1% nas receitas de julho a setembro, para 6.738 milhões de reais, e um recuo de 2,8% face ao segundo trimestre de 2014.

Esta queda é sobretudo atribuída à redução da receita de uso de rede, à descida nas tarifas de chamadas locais e de longa distância fixo-móvel e longa distância de origem móvel e ainda à redução da base de clientes de telefone fixo, para além do "cenário macroeconómico menos favorável".

Segundo a Oi, "esses efeitos foram parcialmente compensados pelo aumento na receita de dados, pelo crescimento das vendas de aparelhos, e pela expansão da base de clientes dos segmentos de TV paga e mobilidade pessoal".

 

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