Receitas operacionais da PT em Portugal caem 5,2% no 1.º trimestre
As receitas operacionais da PT no mercado português caíram 5,2 por cento no trimestre, face a igual período de 2011, para 680,4 milhões de euros, anunciou hoje a operadora de telecomunicações liderada por Zeinal Bava.
Em termos consolidados, o grupo registou um aumento de 97 por cento para 1.716 milhões (mais 845 milhões de euros face aos primeiros três meses de 2011), impulsionado pela consolidação proporcional da brasileira Oi e da Contax a partir de 01 de abril do ano passado e da Dedic/GPTI a partir de 01 de julho.
Excluindo o impacto destas alterações, no montante de 866 milhões de euros, as receitas operacionais teriam diminuído 2,7 por cento, para 780 milhões de euros no trimestre, segundo o comunicado da PT enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), "em resultado do decréscimo nas receitas dos negócios de telecomunicações em Portugal", que caiu 37 milhões euros.
A PT destaca que nos outros negócios internacionais registou um aumento de 12 milhões de euros, nomeadamente da MTC na Namíbia (seis milhões de euros), da CVT em Cabo Verde (quatro milhões de euros) e da Timor Telecom (dois milhões de euros).
Apesar da quebra das receitas operacionais em Portugal, em termos globais os resultados foram bem recebidos pelos analistas, com a maioria a destacar que estes foram acima das estimativas.
Para a Morgan Stanley, os resultados da PT, que registou lucros de 56,5 milhões de euros, uma quebra de 56 por cento face aos 130 milhões de euros de 2011, embora os dados não sejam comparáveis (no ano passado dois fatores extraordinários impulsionaram o resultado líquido), "foram melhores, com Portugal sob pressão".
O resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA) da PT aumentou 59,9 por cento, para 571,7 milhões de euros.
A Morgan Stanley destaca que o segmento residencial português, onde as receitas cresceram 4,6 por cento, "mostra características de resiliência", o que contrasta com o segmento pessoal, que caiu 9,8 por cento.
Para os analistas do BBVA e do BPI os resultados "estão acima das expectativas".
Segundo o BPI, "o grupo surpreendeu na frente doméstica com um EBITDA 2 por cento" acima das expectativas, apesar do declínio registado nas receitas.
Para o CITI, são "bons números", o Deutsche Bank classifica-os de "sólidos", enquanto o Fidentiis Telecom aponta como "muito bons".
Já o BES diz, na sua nota de `research`, que os resultados do primeiro trimestre não tiveram "surpresas", mas apontam "sinais tranquilizadores internamente".