Redução de impostos na Madeira com impacto de 222 ME no Orçamento para 2026

Redução de impostos na Madeira com impacto de 222 ME no Orçamento para 2026

As medidas de desagravamento fiscal previstas pelo Governo da Madeira (PSD/CDS-PP) para 2026, sobretudo ao nível do IRS e do IRC, terão um impacto de 222 milhões de euros no Orçamento da região, indicou hoje o secretário das Finanças.

Lusa /

Na conferência de apresentação da proposta, Duarte Freitas esclareceu que a aplicação do diferencial fiscal máximo de 30% em todos os escalões do Imposto Sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRS) representa menos 147,7 milhões de euros de receita, ao passo que as reduções ao nível do Imposto Sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (IRC) somam menos 49,7 milhões.

Ao nível do IRS, o governante explicou que a redução de 30% face ao continente, prevista na Lei das Finanças Regionais, permitirá poupanças anuais entre 226,20 euros e 3.868,25 euros.

Este diferencial fiscal abrangia atualmente até ao 6.º escalão, mas será alargado a todos os escalões do IRS no próximo ano.

Já em relação ao IRC, o Governo Regional prevê poupanças anuais para as empresas entre 1.125 euros e 11.400 euros, sendo que o diferencial de 30% será aplicado em todas as taxas, passando a ser de 13,3% na taxa geral, 10,5% sobre matéria coletável até 50 mil euros e 8,75% para entidades qualificadas como `startup` (até 50 mil euros) e para empresas sediadas nos concelhos de baixa densidade populacional da região: Porto Moniz, São Vicente, Santana (na costa norte) e Porto Santo.

Em relação ao Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA), o executivo madeirense prevê arrecadar menos 11,7 milhões de euros em 2026, considerando a aplicação do diferencial fiscal de 30% na taxa reduzida e na eletricidade.

As medidas fiscais para o próximo ano incluem também um gasto de 10,7 milhões de euros ao nível do Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), bem como a redução de 30% em todas as taxas da Derrama regional, que passam a ser de 2,1%, 3,5% e 6,3%.

O secretário regional das Finanças esclareceu que a taxa do IVA sobre os bens essenciais será de 4%, nomeadamente frutas, leite, iogurtes, queijo, pão, arroz, massas, azeite e óleos vegetais, carnes e peixes.

As propostas de Orçamento da Madeira para 2026, no valor de 2.329 milhões de euros, e de Plano de Investimentos, orçado em 1.002 milhões, foram entregues hoje na Assembleia Legislativa pelo secretário das Finanças, sendo que a discussão dos documentos está agendada para 15, 16 e 17 de dezembro.

No total, o executivo madeirense, liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, prevê arrecadar 1.346,3 milhões de euros de receitas fiscais em 2026, contando também com 556,1 milhões de euros de transferências do Estado, da União Europeia e do Orçamento da Segurança Social, 269,7 milhões de passivos financeiros e ainda de 157,1 milhões referentes a outras receitas.

O Governo madeirense aponta para uma taxa de crescimento de 2,3% em 2026, estimando que o Produto Interno Bruto (PIB) regional atinja os 8.462 milhões de euros, mais 437,9 milhões do que este ano.

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