Região Metropolitana de Coimbra exige financiamento urgente para reabilitação de estradas

Região Metropolitana de Coimbra exige financiamento urgente para reabilitação de estradas

A Região Metropolitana de Coimbra reivindicou hoje financiamento urgente para reabilitação das infraestruturas rodoviárias da região danificadas devido ao mau tempo, que provocou várias derrocadas e estradas cortadas.

Lusa /

"Embora a isenção das portagens seja um fator que continuamos a defender, os autarcas desta região são unânimes: a segurança e a operacionalidade da rede viária são as prioridades que não podem esperar", afirmou a presidente da Região Metropolitana de Coimbra, Helena Teodósio, citada num comunicado de imprensa.

De acordo com a nota, os autarcas, hoje reunidos em Conselho Intermunicipal da Região Metropolitana de Coimbra, na Mealhada, distrito de Aveiro, "exigiram apoios imediatos para a reposição integral das condições de segurança, mobilidade e funcionalidade das infraestruturas públicas afetadas".

O estado de degradação de várias vias estruturantes em diversos municípios deste território "tem colocado em causa a segurança dos munícipes e a competitividade económica das empresas locais", referiram os autarcas, que sublinharam "que, sem uma intervenção imediata, a segurança e a mobilidade das populações estão em causa".

"Não podemos ignorar que a base da nossa mobilidade --- as nossas estradas --- está a atingir um ponto de rutura. A recuperação da rede viária é fundamental e inegociável", sublinhou Helena Teodósio.

A Região Metropolitana de Coimbra, face à "gravidade da situação", vai "exigir uma resposta célere e concreta por parte do Governo".

"Os autarcas reforçam que esta exigência de apoios não se trata de um privilégio, mas sim de um direito básico e condição essencial para garantir a coesão e o desenvolvimento de todo o território regional".

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.

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