Economia
Regras de acesso à reforma antecipada vão ser alteradas
O Governo quer dar uma segunda oportunidade a quem pede a antecipação da reforma e mudar o sistema de penalizações. O Estado vai passar a avisar os interessados do valor da pensão e dar-lhes a possibilidade de desistir do pedido.
“Ao contrário do que se passa até agora, em que quando a pessoa pedia a reforma tinha de se reformar. O Estado vai informar a pessoa de que a sua pensão é de determinado valor, questionando o visado se quer ou não manter o pedido de reforma”, esclareceu o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social em entrevista à SIC Notícias.
Segundo Vieira da Silva, “é dada a oportunidade da pessoa pensar duas vezes, antes de embarcar numa solução que pode parecer interessante do ponto de vista do curto prazo, mas que tem atrás de si cortes que por vezes podem chegar aos 50 por cento do valor da pensão que a pessoa poderia ter direito se permanecesse mais tempo no mercado de trabalho”.
Ana Cardoso Fonseca, Dores Queirós - RTP
Os requerentes terão assim a possibilidade de desistir, caso não concordem com o valor, antes de o processo se tornar definitivo.
“Vamos tentar um sistema mais equilibrado de reformas antecipadas. Que obrigue as pessoas a terem um pouco mais de cuidado com a forma como encaram a reforma antecipada. Provavelmente não permitindo que tão cedo as pessoas possam ter acesso a um regime de reforma antecipada”, esclareceu o ministro.
"Um sistema mais equilibrado"
Por outro lado, com a alteração no sistema de penalizações o Governo quer suavizar os cortes a quem tem uma longa carreira contributiva.
“Vamos reformar o sistema para as pessoas com longas carreiras contributivas. Quem tem carreiras contributivas de 50 anos não deve ser obrigado a trabalhar até aos 66 anos”, frisou o governante.
Atualmente, quem perde a reforma antes dos 66 anos e dois meses de idade tem um corte de 13,34 por cento, a que somam 0,5 por cento por cada mês de antecipação. Uma medida que o Governo considera penalizadora para quem tem 40 anos ou mais de descontos.
“Vamos trabalhar no sentido de suspender esse tipo de possibilidade e criar um sistema mais equilibrado nas reformas antecipadas”, rematou Vieira da Silva.
Segundo Vieira da Silva, “é dada a oportunidade da pessoa pensar duas vezes, antes de embarcar numa solução que pode parecer interessante do ponto de vista do curto prazo, mas que tem atrás de si cortes que por vezes podem chegar aos 50 por cento do valor da pensão que a pessoa poderia ter direito se permanecesse mais tempo no mercado de trabalho”.
Ana Cardoso Fonseca, Dores Queirós - RTP
Os requerentes terão assim a possibilidade de desistir, caso não concordem com o valor, antes de o processo se tornar definitivo.
“Vamos tentar um sistema mais equilibrado de reformas antecipadas. Que obrigue as pessoas a terem um pouco mais de cuidado com a forma como encaram a reforma antecipada. Provavelmente não permitindo que tão cedo as pessoas possam ter acesso a um regime de reforma antecipada”, esclareceu o ministro.
"Um sistema mais equilibrado"
Por outro lado, com a alteração no sistema de penalizações o Governo quer suavizar os cortes a quem tem uma longa carreira contributiva.
“Vamos reformar o sistema para as pessoas com longas carreiras contributivas. Quem tem carreiras contributivas de 50 anos não deve ser obrigado a trabalhar até aos 66 anos”, frisou o governante.
Atualmente, quem perde a reforma antes dos 66 anos e dois meses de idade tem um corte de 13,34 por cento, a que somam 0,5 por cento por cada mês de antecipação. Uma medida que o Governo considera penalizadora para quem tem 40 anos ou mais de descontos.
“Vamos trabalhar no sentido de suspender esse tipo de possibilidade e criar um sistema mais equilibrado nas reformas antecipadas”, rematou Vieira da Silva.