Regulador brasileiro vai usar terceira geração para universalizar telefonia móvel

As futuras licenças para serviços de terceira geração vão obrigar as operadoras de telefonia móvel a universalizar o atendimento em todo o Brasil, divulgou o regulador brasileiro do sector.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quer disponibilizar os serviços de telefonia móvel em cerca de duas mil pequenas cidades, com menos de 30.000 habitantes, no interior do Brasil.

Actualmente, a telefonia móvel está disponível apenas em médias e grandes cidades brasileiras, num total de cerca de 105 milhões de utilizadores.

O conselheiro da Anatel, José Leite Pereira Filho, disse ao jornal O Estado de São Paulo que as operadoras vencedoras dos concursos públicos terão um prazo de dois anos para universalizar a telefonia móvel.

Os concursos públicos para a terceira geração deverão ser realizados em Novembro deste ano e os primeiros contratos assinados na primeira quinzena de Fevereiro de 2008, salientou Pereira Filho.

A projecção é de que os serviços de terceira geração comecem a ser ofertados no fim do próximo ano, com cerca de quatro operadoras em cada uma das 11 áreas de operação em que foi dividido o mapa do Brasil.

Actualmente, a maioria dos estados brasileiros tem três operadoras, com destaque para a líder Vivo, detida em partes iguais pela Portugal Telecom e pela espanhola Telefónica, a italiana TIM e a mexicana Claro.

Segundo as regras dos concursos, que ainda estão a ser discutidas pelo regulador, além do preço mínimo para a concessão, as operadoras vão pagar uma espécie de seguro.

Caso as empresas não cumpram as regras do contrato de concessão para oferecer os serviços de terceira geração, o regulador poderá executar o seguro, avançou Pereira Filho.


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