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Reposição das redes viárias municipais preocupa Região de Coimbra

Reposição das redes viárias municipais preocupa Região de Coimbra

 A reposição das redes viárias municipais nos concelhos afetados pelas tempestades de janeiro e fevereiro é uma das principais preocupações da Região Metropolitana de Coimbra (RMC), pela pressão que exerce nos orçamentos camarários, disse a presidente desta entidade.

Lusa /

Às estradas municipais, algumas ainda cortadas, outras afetadas por abatimentos de pavimento, deslizamentos de terras e estragos em taludes - cuja reparação, segundo Helena Teodósio, custará milhões de euros -, somam-se os danos em equipamentos, sistemas de drenagem e saneamento, linhas de água, terrenos agrícolas ou áreas florestais, entre outros, potenciados pelas cheias do Baixo Mondego.

Em conversa com a agência Lusa sobre a primeira presidência aberta do Presidente da República, agendada para começar na segunda-feira na região Centro, a presidente da Região Metropolitana de Coimbra defendeu que estas questões, relativas à incapacidade de alguns municípios de fazerem face aos prejuízos, terão de ser dadas a conhecer a António José Seguro.

"Nós temos municípios que ficaram com estradas intransitáveis", alertou Helena Teodósio, vincando a importância dessas vias no dia a dia dos concelhos afetados, quer a nível económico, quer a nível social, com transportes da população em geral e de crianças para as escolas, que, agora, estão obrigados a realizar percursos alternativos, mais extensos e morosos.

Embora notando que a questão não é exclusivamente financeira, esta assume um "pendor muito forte" sobre as autarquias, nomeadamente aquelas mais pequenas e situadas no interior, que lutam também com falta de recursos técnicos para fazer face à multiplicidade de ocorrências nos seus territórios.

"E isso, junto do senhor Presidente da República, tem de ser dito de uma forma muito clara, apesar de eu sentir que ele já sabe", observou a também presidente de Câmara de Cantanhede, eleita pelo PSD.

"Eu estou a falar de estradas municipais. Alguns municípios onde isto acontece, não têm, de maneira nenhuma, força financeira para fazerem estas intervenções", reafirmou.

Helena Teodósio destacou, por outro lado, a atitude do Presidente da República em consignar a sua primeira presidência aberta aos territórios da Região Centro afetados pelas tempestades e cheias, menos de um mês após ter tomado posse.

"Um Presidente da República que acabou de tomar posse e que vai imediatamente para o terreno é de louvar. Naturalmente, é uma pessoa que é sensível à situação, está preocupado com a situação e, antes de mais, está a fazer aquilo que é importante: além de saber o que se passa, constatar no terreno, ouvir e ver, o que também redobra essa importância", alegou.

"E depois perceber `então se isto aconteceu desta forma, o que é que podemos fazer para prevenir, de alguma forma, o que pode suceder no futuro`. E essa parte também é muito importante", frisou a presidente da RMC.

Na resposta às intempéries, Helena Teodósio não deixou de destacar a atuação do Governo e, em concreto, da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho: "A senhora ministra tem tido uma presença excecional de proximidade e, sobretudo, com pragmatismo, de não adiar soluções. Ela constata o que se passa e toma as medidas necessárias", enfatizou a autarca.

Destacando a decisão do Governo de avançar para a construção da barragem de Girabolhos, em Seia, infraestrutura que é dada como decisiva no controlo de cheias no rio Mondego, Helena Teodósio alertou ainda para a necessidade de serem realizadas as obras de regularização do rio Ceira, a montante de Coimbra, curso de água afluente da margem esquerda.

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