Resende com prejuízos de mais de 5 ME só na rede viária
Os prejuízos provocados pelo mau tempo nas redes viárias do concelho de Resende ascendem mais de cinco milhões de euros (5 ME), disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Fernando Silvério.
"Do levantamento feito no terreno, temos como perspetiva orçamental prejuízos que ascendem os 5 ME só nas redes viárias, como as estradas municipais e outros caminhos do concelho de Resende".
O presidente da Câmara de Resende, no norte do distrito de Viseu, disse que este valor "é só na rede viária, não estão contabilizados outros danos em infraestruturas públicas, nem nos particulares, porque esse levantamento ainda está a ser feito".
"Até porque o número de danos é enorme e ainda não parou. Já fomos alertados pelos técnicos de que enquanto a água está a drenar nos solos e a secar há um perigo iminente de aluimento de terras que se agrava", realçou.
Ou seja, "há uma grande probabilidade de alguns locais que até ao momento não sofreram quaisquer danos ainda poderem ter aluimentos e causar algum tipo de situação" no terreno, vias ou infraestruturas.
Na rede viária, Resende teve ainda duas estradas municipais cortadas, devido a derrocadas, sendo que "uma deverá abrir hoje e a outra no início da semana".
"Foi feita uma avaliação das prioridades para a requalificação" das vias.
Entre as infraestruturas públicas afetadas, Fernando Silvério destacou "os equipamentos de lazer em Porto de Rei, junto às piscinas e parque fluvial, com bar de apoio, que ficou inundado durante vários dias, causando vários prejuízos".
"E um ou outro equipamento desportivo, como um pavilhão em São Martinho, que levantou parte do telhado e provocou uma infiltração de água, mas os danos nos equipamentos não são de grande envergadura e ainda estão a ser contabilizados".
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.