Reservas obrigatórias dos bancos moçambicanos atingem máximo de 4.440 ME em 2024

Reservas obrigatórias dos bancos moçambicanos atingem máximo de 4.440 ME em 2024

As reservas obrigatórias dos bancos moçambicanos atingiram em dezembro o máximo histórico de 307.847 milhões de meticais (4.441 milhões de euros), mais 15% num ano, segundo dados do banco central.

Lusa /

De acordo com dados de relatórios estatísticos do Banco de Moçambique - que entretanto aliviou as medidas restritivas em torno destas reservas -, o volume destes depósitos obrigatórios feitos pela banca bateu recordes mensais consecutivos no último ano e meio.

Em setembro de 2023, essas reservas obrigatórias ascendiam a 237.092 milhões de meticais (3.420 milhões de euros) e só entre novembro e dezembro de 2024 aumentaram mais de 9%.

As reservas obrigatórias dos bancos comerciais no banco central estavam fixadas pelo Banco de Moçambique no coeficiente de 10,5% em moeda nacional e 11% em moeda estrangeira no início de janeiro de 2023.

Contudo, nos primeiros seis meses de 2023, o banco central aumentou por duas vezes o coeficiente, para "absorver a liquidez excessiva no sistema bancário, com potencial de gerar uma pressão inflacionária".

O último desses aumentos aconteceu em junho de 2023, chegando então a 39% dos depósitos em moeda nacional e 39,5% no caso de moeda estrangeira a ficarem em reserva bancária.

Desde o final de dezembro de 2022, quando ascendiam a 62.144 milhões de meticais (896 milhões de euros), o volume das reservas bancárias à guarda do banco central já aumentou quase 400%.

Face à falta de divisas no mercado interno os empresários moçambicanos insistiram nos últimos meses na necessidade de o banco central aliviar os coeficientes de reservas obrigatórias em moeda estrangeira.

Essa decisão só surgiu em 27 de janeiro, quando o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu cortar nos coeficientes de reservas obrigatórias em moeda nacional, para 29%, e em moeda estrangeira, para 29,5%.

"Visando disponibilizar mais liquidez para apoiar a economia na reposição da capacidade produtiva e da oferta de bens e serviços", refere o comunicado da reunião do CPMO.

 

 

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