Economia
Restrições no crédito à habitação contrastam com alargamento do crédito às empresas
A banca continua a cortar no crédito à habitação que concede às famílias portuguesas. Em novembro, o montante total dos novos empréstimos para compra de casa caiu 13 por cento quando comparado com o mesmo mês do ano anterior. Por outro lado, o crédito às empresas cresceu 701 milhões de euros em novembro, naquele que é o maior aumento desde junho.
Os dados do Banco de Portugal mostram que este foi o terceiro mês consecutivo em que a banca reduziu a concessão do crédito imobiliário.
Ainda assim, os novos empréstimos totalizaram 33 milhões de euros por dia.
Entretanto, o crédito malparado continua a subir e, no final de novembro, três em cada cem euros de empréstimos de particulares estavam já em pagamento atrasado aos bancos.
O malparado é especialmente elevado no crédito ao consumo, onde as falhas de pagamento atingem 8,5 por cento das responsabilidades.
Taxas Euribor a subir
Aquela que é a principal taxa indexante do crédito à habitação em Portugal, a Euribor a seis meses, estava esta manhã a avançar 0,004 pontos, para os 1,260%.
As taxas Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.
Trata-se de uma tendência que se alarga aos restantes prazos. De acordo com o 'fixing' da Federação Europeia de Bancos, a taxa a três meses avança 0,002 pontos, para os 1,016%, fixando-se acima da taxa de referência do BCE, congelada em 1% há 20 meses consecutivos.
A Euribor a 12 meses progredia 0,006 pontos, para os 1,562%.
Crédito às empresas regista maior aumento desde junho
Ainda de acordo com o Boletim Estatístico do Banco de Portugal, o crédito concedido às empresas subiu 701 milhões de euros entre outubro e novembro, naquele que é o maior crescimento desde junho.
O crédito dos bancos às empresas aumentou de 118 133 milhões de euros em outubro para 118 834 milhões de euros em novembro. Mas também o crédito de cobrança duvidosa subiu de 5994 para 6162 milhões de euros.
Já o malparado no setor aumentou 168 milhões de euros. A construção é desta forma o setor que mais contribui para o malparado, tendo este atingido 2097 milhões de euros em novembro, 41 milhões acima dos valores de outubro.
Em termos de crédito malparado, vem logo a seguir a parcela do comércio por grosso e a retalho, com um registo de 1038 milhões de euros. Esta é uma realidade que afeta 10 dos 14 ramos de atividade discriminados pelo Banco de Portugal no boletim hoje divulgado, já que os números apontam para um aumento do malparado entre outubro e novembro.
Ainda assim, os novos empréstimos totalizaram 33 milhões de euros por dia.
Entretanto, o crédito malparado continua a subir e, no final de novembro, três em cada cem euros de empréstimos de particulares estavam já em pagamento atrasado aos bancos.
O malparado é especialmente elevado no crédito ao consumo, onde as falhas de pagamento atingem 8,5 por cento das responsabilidades.
Taxas Euribor a subir
Aquela que é a principal taxa indexante do crédito à habitação em Portugal, a Euribor a seis meses, estava esta manhã a avançar 0,004 pontos, para os 1,260%.
As taxas Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de bancos está disposto a emprestar dinheiro no mercado interbancário.
Trata-se de uma tendência que se alarga aos restantes prazos. De acordo com o 'fixing' da Federação Europeia de Bancos, a taxa a três meses avança 0,002 pontos, para os 1,016%, fixando-se acima da taxa de referência do BCE, congelada em 1% há 20 meses consecutivos.
A Euribor a 12 meses progredia 0,006 pontos, para os 1,562%.
Crédito às empresas regista maior aumento desde junho
Ainda de acordo com o Boletim Estatístico do Banco de Portugal, o crédito concedido às empresas subiu 701 milhões de euros entre outubro e novembro, naquele que é o maior crescimento desde junho.
O crédito dos bancos às empresas aumentou de 118 133 milhões de euros em outubro para 118 834 milhões de euros em novembro. Mas também o crédito de cobrança duvidosa subiu de 5994 para 6162 milhões de euros.
Já o malparado no setor aumentou 168 milhões de euros. A construção é desta forma o setor que mais contribui para o malparado, tendo este atingido 2097 milhões de euros em novembro, 41 milhões acima dos valores de outubro.
Em termos de crédito malparado, vem logo a seguir a parcela do comércio por grosso e a retalho, com um registo de 1038 milhões de euros. Esta é uma realidade que afeta 10 dos 14 ramos de atividade discriminados pelo Banco de Portugal no boletim hoje divulgado, já que os números apontam para um aumento do malparado entre outubro e novembro.