Economia
Ricardo Salgado culpa Carlos Costa pelos prejuízos do Novo Banco
O antigo presidente do BES considera que o governador do Banco de Portugal deve “assumir a responsabilidade pelos seu atos”. Em comunicado enviado aos jornalistas, a defesa de Ricardo Salgado demarca-se dos prejuízos apresentados ontem pelo Novo Banco.
Ricardo Salgado recusa assumir quaisquer responsabilidades pelos prejuízos do Novo Banco relativos a 2015.
Num comunicado agora difundido, a defesa do ex-presidente do Banco Espírito Santo sublinha que, “como é evidente, passado mais de um ano e meio da resolução o Dr. Ricardo Salgado não pode ser responsabilizado pela gestão do Novo Banco e muito menos pelas consequências da decisão de resolução, que sempre denunciou como um erro”.
A defesa de Salgado surge na sequência das declarações proferidas esta quarta-feira pelo presidente do Novo Banco. Eduardo Stock da Cunha atribuiu a maior parte dos prejuízos de 980 milhões de euros do Novo Banco à anterior gestão.
"Há quase 600 milhões de euros que atribuímos a este legado do BES e que naturalmente gostaríamos de não ter herdado", declarou Stock da Cunha após a apresentação dos resultados do banco.
“Mais de um ano e meio depois da resolução, o Novo Banco tem menos 24% de depósitos e concedeu menos 33% de crédito do que o BES em 30 de Junho de 2014, o que demonstra que os Clientes tinham mais confiança no BES do que têm no Novo Banco”, salienta a defesa de Salgado.
"Foi o Banco de Portugal"
No mesmo comunicado, a defesa de Salgado recorda o BES foi avaliado “por distintas entidades ao longo de vários anos”, nomeadamente o Banco de Portugal, “que manteve uma inspeção intrusiva no BES com a presença permanente de vários elementos e que, em larga medida, geriu o BES a partir do início de 2014”.
A nota acrescenta que “foi o Banco de Portugal que prolongou, durante mais de um ano e meio, a transferência de ativos ditos tóxicos para o BES, incluindo a garantia soberana do Estado de Angola ao BESA”.
E que cabe também à entidade liderada por Carlos Costa a “transferência para o BES de obrigações sénior em parte comercializadas já pelo Novo Banco, assim pondo em causa a confiança no Novo Banco junto de investidores institucionais de grande relevância a nível internacional”.
Além do Banco de Portugal, a defesa de Salgado lembra que também a KPMG e a PWC e a Delloitte efetuaram auditorias ao BES.
Por tudo isto Ricardo Salgado conclui que “é tempo de o Senhor Governador do Banco de Portugal assumir a responsabilidade pelos seu atos”.
Prejuízos
O Novo Banco registou prejuízos de 980,6 milhões de euros em 2015, sendo que mais de metade das perdas, segundo a atual administração, foram herdadas do antigo BES.
O banco liderado por Eduardo Stock da Cunha afirma que os resultados ontem conhecidos são o "reflexo do elevado nível de provisionamento essencialmente para crédito a clientes" e da "anulação da totalidade dos prejuízos fiscais reportáveis relativos ao ano de 2013”.
Num comunicado agora difundido, a defesa do ex-presidente do Banco Espírito Santo sublinha que, “como é evidente, passado mais de um ano e meio da resolução o Dr. Ricardo Salgado não pode ser responsabilizado pela gestão do Novo Banco e muito menos pelas consequências da decisão de resolução, que sempre denunciou como um erro”.
A defesa de Salgado surge na sequência das declarações proferidas esta quarta-feira pelo presidente do Novo Banco. Eduardo Stock da Cunha atribuiu a maior parte dos prejuízos de 980 milhões de euros do Novo Banco à anterior gestão.
"Há quase 600 milhões de euros que atribuímos a este legado do BES e que naturalmente gostaríamos de não ter herdado", declarou Stock da Cunha após a apresentação dos resultados do banco.
“Mais de um ano e meio depois da resolução, o Novo Banco tem menos 24% de depósitos e concedeu menos 33% de crédito do que o BES em 30 de Junho de 2014, o que demonstra que os Clientes tinham mais confiança no BES do que têm no Novo Banco”, salienta a defesa de Salgado.
"Foi o Banco de Portugal"
No mesmo comunicado, a defesa de Salgado recorda o BES foi avaliado “por distintas entidades ao longo de vários anos”, nomeadamente o Banco de Portugal, “que manteve uma inspeção intrusiva no BES com a presença permanente de vários elementos e que, em larga medida, geriu o BES a partir do início de 2014”.
A nota acrescenta que “foi o Banco de Portugal que prolongou, durante mais de um ano e meio, a transferência de ativos ditos tóxicos para o BES, incluindo a garantia soberana do Estado de Angola ao BESA”.
E que cabe também à entidade liderada por Carlos Costa a “transferência para o BES de obrigações sénior em parte comercializadas já pelo Novo Banco, assim pondo em causa a confiança no Novo Banco junto de investidores institucionais de grande relevância a nível internacional”.
Além do Banco de Portugal, a defesa de Salgado lembra que também a KPMG e a PWC e a Delloitte efetuaram auditorias ao BES.
Por tudo isto Ricardo Salgado conclui que “é tempo de o Senhor Governador do Banco de Portugal assumir a responsabilidade pelos seu atos”.
Prejuízos
O Novo Banco registou prejuízos de 980,6 milhões de euros em 2015, sendo que mais de metade das perdas, segundo a atual administração, foram herdadas do antigo BES.
O banco liderado por Eduardo Stock da Cunha afirma que os resultados ontem conhecidos são o "reflexo do elevado nível de provisionamento essencialmente para crédito a clientes" e da "anulação da totalidade dos prejuízos fiscais reportáveis relativos ao ano de 2013”.