Salários em atraso levam 80 trabalhadores de têxtil de Barcelos a suspender contratos
Barcelos, 24 jan (Lusa) - Oitenta trabalhadores da Texmin -- Têxtil do Minho, em Lijó, Barcelos, suspenderam os contratos de trabalho por causa dos salários em atraso e aguardam "com ansiedade" o resultado dos dois processos especiais de revitalização (PER), informou hoje fonte sindical.
Segundo Manuel Sousa, do Sindicato Têxtil do Minho, aqueles trabalhadores ainda não receberam os salários de outubro, novembro e dezembro, assim como o subsídio de Natal.
Em cima da mesa estão dois PER, apresentados pelos dois sócios, um dos quais aponta para o despedimento da "maioria" dos trabalhadores e pagamento dos seus créditos em 10 anos, e o outro para a manutenção dos postos de trabalho e pagamento imediato dos salários em atraso.
"A empresa é viável, tem património, mas o que parece claro, desde já, é que os dois sócios não se vão entender", adiantou o sindicalista.
Manuel Sousa disse ainda que a empresa terá um passivo que ronda os seis milhões de euros.
Neste momento, a fábrica está a funcionar "em serviços mínimos", com apenas 40 trabalhadores, tendo, por exemplo, a secção de tinturaria "completamente paralisada".
Hoje, decorreu uma assembleia de acionistas, que, no entanto, não chegou ao fim, estando a continuação marcada para 01 de fevereiro.