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Santa Maria da Feira e Matosinhos no festival de gastronomia em Macau

Santa Maria da Feira e Matosinhos no festival de gastronomia em Macau

Santa Maria da Feira e Matosinhos participam este mês na Festa Internacional da Cidades de Gastronomia de Macau, cujo orçamento foi reforçado devido ao impacto da guerra no Irão na aviação, foi hoje anunciado.

Lusa /

Santa Maria da Feira, Cidade Criativa da Gastronomia da UNESCO desde 2021, regressa ao evento na região chinesa, que se realiza entre 20 e 29 de Março, disse aos jornalistas a diretora dos Serviços de Turismo (DST), Helena de Senna Fernandes, à margem da conferência de imprensa de apresentação do evento.

De Santa Maria da Feira vão estar em Macau as `chefs` Elisabete Miranda e Clara Santos, de acordo com a DST, que notou ainda que Matosinhos, na lista da UNESCO apenas desde outubro, estreia-se nesta edição, embora não esteja representada por `chefs` daquela cidade.

Ainda do universo de língua portuguesa, complementou Senna Fernandes, estão representadas as cidades brasileiras de Belém, Belo Horizonte, Florianópolis e Paraty.

"Até à data, o número de cidades participantes já ultrapassou os das edições anteriores, atraindo quase 40 cidades de todo o mundo, incluindo oito cidades que receberam a designação no ano passado", declarou a responsável, durante a conferência de imprensa, notando que 2026 marca o 10.º ano da classificação de Macau como Cidade Criativa da Gastronomia da UNESCO.

Para este ano, o evento vai contar com um orçamento de "aproximadamente 31 milhões de patacas [3,3 milhões de euros]", o que representa um acréscimo de mais de três milhões de patacas (320 mil euros) em relação à edição anterior, o que Senna Fernandes justificou com o impacto da guerra do Irão nas ligações aéreas.

"Convidámos diferentes personalidades, convidámos chefes de outras cidades. Só bilhetes de voo aumentaram no orçamento", indicou.

Demonstrações culinárias, debates académicos e intercâmbios sobre a preservação do património gastronómico são alguns dos eventos em destaque nesta festa, que este ano transpõe o recinto da Doca dos Pescadores e estende-se ainda à área dos Novos Aterros do Porto Exterior (NAPE), mais precisamente às ruas de Cantão e de Xangai.

"O objetivo passa por aproveitar os efeitos sinergéticos de um grande evento, aumentar a visibilidade da zona da NAPE e dinamizar conjuntamente a vitalidade económica da comunidade", notou Helena de Senna Fernandes.

Vários casinos encerraram as portas, no ano passado, nesta zona e na vizinha ZAPE (Zona de Aterros do Porto Exterior). Outrora animadas por jogadores, estas áreas começaram a receber menos pessoas, com casas de penhores e lojas de produtos de luxo vazias.

A DST disse à Lusa, no final de 2025, que queria atrair visitantes para esta área, de forma a apoiar o comércio local. Entre as medidas para o fazer, referiu, incluíam-se a realização de eventos e melhorias na paisagem urbana.

O programa desta edição da Festa Internacional da Cidades de Gastronomia de Macau inclui ainda a Avenida de Gastronomia Internacional, com cem bancas de comida: 28 de cidades do interior da China (Chengdu, Shunde, Yangzhou, Huaian, Chaozhou e Quanzhou), 32 de cidades das Américas, África e Ásia, e 40 bancas de Macau.

Além disso, `chefs` de 25 cidades criativas de gastronomia irão realizar 53 demonstrações culinárias.

Este ano, irão estrear ainda o Lounge de Vinhos Mundiais e o Mercado Internacional de Produtos Gastronómicos de Excelência, "demonstrando a diversidade da cultura gastronómica de cada uma das Cidades Criativas de Gastronomia e o charme do "turismo + gastronomia" de Macau, enriquecendo a experiência dos visitantes", reforçou a DST.

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