Sauditas negam estar a fazer uma guerra de preços no mercado petrolífero

Cidade do México, 12 nov (Lusa) -- O ministro do Petróleo da Arábia Saudita rejeitou hoje alegações de que o país estava a liderar uma guerra de preços nos mercados petrolíferos globais.

Lusa /

"As alegações de uma guerra de preços é um sinal de incompreensão -- deliberada ou não -- e não tem bases na realidade", disse Ali Al-Naimi, durante uma conferência em Acapulco, segundo o texto distribuído do seu discurso.

Na semana passada, Riade lançou a perturbação nos mercados petrolíferos globais, ao cortar os seus preços para os EUA e aumentá-los para a Ásia.

Vários analistas especulam que os sauditas querem defender e reforçar a sua quota de mercado nos EUA contra o aumento da produção petrolífera norte-americana obtida dos depósitos de xisto, o designado `shale oil`, em Inglês.

Alguns apontam o objetivo saudita de reduzir o preço do petróleo para um nível que torne inviável economicamente a produção do petróleo de xisto, forçando os EUA a reduzir a produção petrolífera.

A produção deste tipo de petróleo colocou a produção dos EUA em níveis recorde, igualando praticamente a da Arábia Saudita e reduzindo o poder deste produtor do Médio Oriente na determinação dos preços de mercado.

Combinado com a redução do crescimento da economia mundial, o aumento da produção nos EUA contribuiu em particular para um excesso da oferta de petróleo e uma queda dos preços, afetando fortemente as receitas dos países exportadores.

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