Savoy Signature ultrapassa pela 1.ª vez em 2025 barreira dos 100 milhões de euros de receita
O Grupo Savoy Signature atingiu pela primeira vez em 2025 a barreira dos 100 milhões de euros de receita, face a 98 milhões em 2024, disse o presidente executivo, admitindo que era um objetivo, que agora "redobra o desafio".
"Em 2025, embora ainda estejamos em acerto afinal de contas, superámos pela primeira vez a barreira dos 100 milhões de euros de faturação, que era algo que ambicionávamos muito. Andaremos na ordem dos 120 milhões de euros na Savoy Signature", disse Roberto Santa Clara aos jornalistas, durante a BTL -- Better Tourism Lisbon Travel Market, em Lisboa.
Resultado que diz ser "um enorme motivo de satisfação" e "o consolidar de uma estratégia de valor".
O presidente executivo (CEO) disse que a tarifa média diária (`Average Daily Rate, ADR) do grupo subiu 12% no ano passado, enquanto a receita por quarto disponível (`Revenue per Available Room`, RevPAR) cresceu 14%.
As receitas de alojamento, que são "o grosso de um grupo hoteleiro", cresceram também 14%.
"Esta cifra é importante, é motivo de orgulho, mas, acima de tudo, é um motivo de enorme responsabilidade. Todos temos que começar a falar de um ciclo ligeiramente diferente no setor, mais exigente e, portanto, naturalmente que chegar a este patamar, redobra a nossa responsabilidade, redobra o desafio", afirmou.
Orientações que diz serem claras para toda a equipa.
"É um ano [2026] onde não pode haver erro de estratégia, não pode haver erro na implementação e tem que haver muito foco em pessoas, em custos e, naturalmente, em receitas".
Em termos de mercados, e por ordem, o Savoy Signature, no consolidado dos hotéis, recebe turistas do Reino Unido, Alemanha, Portugal e Estados Unidos.
"Nalguns hotéis, como no Palace por exemplo, os Estados Unidos chegam a ser o segundo maior mercado", acrescentou Roberto Santa Clara.
Em 2026, o presidente executivo (CEO) disse que vão avançar com a remodelação profunda do Hotel Gardens, no Funchal.
"Vamos iniciar uma remodelação significativa no Gardens, que fechará em Outubro de 2026 para iniciar essa remodelação e abrirá - não sei dizer ainda em que data - com um novo posicionamento, ainda como um quatro estrelas, mas numa linha de valorização daquilo que temos feito e investido nos nossos produtos", acrescentou.
Já sobre novos hotéis, para já, descartou.
"Continuamos ativamente (...) à procura. Acho que seria precipitado e arrojado da nossa parte anunciar algo que não está consubstanciado. Sendo certo, reafirmamos, a nossa intenção de expansão para o continente ou para o mercado continental", acrescentou.
Questionado sobre como antevê o desempenho da atividade este ano, tendo em conta a que se assiste a um abrandamento do crescimento, disse que estão confiantes.
"Estamos confiantes. Como disse há pouco, a cifra [resultado] de 2025 redobra o desafio. Acho que a Madeira tem a vantagem de ter iniciado este ciclo muito positivo um pouco mais tarde do que o mercado continental - do que o Algarve, o Porto e Lisboa - e diria que ainda há aqui alguns meses de positivismo ou de otimismo. Não quer dizer que não existam já alguns sinais no mercado de (necessidade de) atenção e, por isso, é que eu referi, que temos que ser ainda cada vez mais meticulosos, focados, controlo em custos e a estratégia muito definida", afirmou o responsável.
A BTL, considerada a maior montra do setor de turismo em Portugal, começou na quarta-feira em Lisboa, na FIL, com a organização a apostar numa edição recorde, estimando mais visitantes do que os 82 mil de 2025, um maior impacto económico e mais internacionalização.
Na quarta-feira, o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, disse à Lusa que há perspetivas positivas para o verão turístico em Portugal, com novas rotas de longo curso, estando o Governo a trabalhar para encontrar soluções que evitem, o regresso, de constrangimentos nos aeroportos.