SDC Concessões vende participações em autoestradas a empresa espanhola por 126,5 milhões de euros
Lisboa, 23 dez (Lusa) - A SDC Concessões vai vender à espanhola Globalvia Inversiones as participações nas autoestradas da Beira Interior e na Autoestrada Transmontana por 126,5 milhões de euros, sendo esta mais uma fase do processo de reestruturação de responsabilidades financeiras do grupo.
A SDC Investimentos SGPS remeteu hoje um comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) informando que a SDC Concessões, sua participada, "firmou acordo com a Globalia Inversiones".
O objetivo é alienar à empresa espanhola as participações detidas nas sociedades Intevias -- Serviços de Gestão; Scutvias -- Autoestradas da Beira Interior; MRN - Manutenção de Rodovias Nacionais e Portvias - Portagem da via (sociedades que operam no âmbito da Concessão Beira Interior); Auto -- Estradas XXI Transmontana; Operestradas XXI e Exproestradas XXI (que operam no âmbito da subconcessão da Autoestrada Transmontana, concessão e subconcessão onde a adquirente é já acionista).
"O valor da transação, que compreende assunção de passivos, substituição ou libertação de responsabilidades e pagamento em dinheiro, está sujeito a ajustamentos, sobretudo dependentes do momento em que seja possível concretizá-la, baseia-se num `enterprise value` de cerca de 126,5 milhões de euros", lê-se no comunicado remetido pela CMVM.
Desta venda, a SDC Investimentos espera que resulte "um impacto negativo nos resultados consolidados de cerca de 19 milhões de euros, um incremento patrimonial positivo nos capitais próprios de cerca de 25 milhões de euros e a redução do passivo consolidado em cerca de 71 milhões de euros".
Este acordo é mais uma fase do processo de reestruturação das responsabilidades financeiras que oneram o Grupo SDC Investimentos.
Além disso, a empresa concluiu um "novo processo negocial com as instituições de crédito credoras do Grupo", acedendo à possibilidade de, após a "efetiva concretização" da venda ao grupo espanhol e a afetação de uma parte (de cerca de 46 milhões de euros) do encaixe realizado pela mesma à regularização de responsabilidades financeiras vencidas.