Securitas garante remunerar vigilantes de aeroportos de acordo com a lei
Porto, 12 ago (Lusa) -- A empresa Securitas, cujos trabalhadores dos aeroportos do Porto, Funchal e Porto Santo apresentaram um pré-aviso de greve para sábado, garantiu hoje estar a cumprir a legislação relativa à remuneração de trabalho suplementar e feriados.
"Todos os colaboradores da Securitas em Portugal, incluindo os vigilantes afetos ao serviço nos Aeroportos do Porto, Funchal e Porto Santo, auferem a remuneração relativa ao trabalho suplementar e feriados, de acordo com o estipulado na legislação em vigor", garantiu à Lusa a empresa.
A Securitas respondeu assim às acusações feitas terça-feira pelos trabalhadores que sábado vão fazer greve contra o que dizem ser uma recusa da empresa em pagar trabalho suplementar e feriados de acordo com o contrato coletivo de trabalho [CCT] em vigor.
"A empresa já não paga feriados nem horas extra [de acordo com o CCT] e recusa-se a entrar em acordo com os trabalhadores ou com as organizações sindicais", explicou então à Lusa a delegada sindical do SITAVA (Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos).
Hoje, a empresa de segurança informou que "a Securitas - Serviços e Tecnologia de Segurança, S.A. [responsável pelos serviços de vigilância no Aeroporto do Funchal e Porto Santo] e a Securitas Transport Aviation [responsável pelos serviços de vigilância no Aeroporto do Porto] conhecem, respeitam e atuam em conformidade com a legislação em vigor, nomeadamente os Instrumentos de Regulação Coletiva de Trabalho (IRCT) aplicáveis".
A empresa garante que "todos os colaboradores receberam sempre o que está previsto na lei" e que as alegações contrárias feitas pelos trabalhadores "são graves e não correspondem à verdade".
Diz ainda, em nota enviada à Lusa, que o SITAVA não solicitou qualquer "encontro para discussão destes temas", lamentando que o sindicato tenha "optado por utilizar a comunicação social para defender os seus interesses".
"A administração da Securitas está empenhada na salvaguarda da segurança e condições de trabalho de todos os seus colaboradores e reafirma a sua postura de abertura e diálogo em prol da sustentabilidade do setor", acrescenta.
A Securitas assegurou ainda que o tipo de vigilância efetuado por estes cerca de 400 trabalhadores não tem um impacto direto nos voos e que, se tal se verificasse, procuraria salvaguardar os interesses dos clientes.
Já a delegada sindical explicou terça-feira que em caso de ausência destes trabalhadores aeroportuários, que fiscalizam tripulação, passageiros e staff, "não haverá ninguém a entrar para o lado de embarque" e podem registar-se mesmo "voos cancelados".
Contactada pela Lusa, a ANA Aeroportos disse que enquanto cliente do serviço prestado pela Securitas tem a expectativa de que a greve não afete as operações.