Seguradoras Unidas passa de prejuízo a lucro de 50,6 milhões de euros em 2018

O grupo Seguradoras Unidas, que pertence ao fundo norte-americano Apollo, teve um lucro de 50,6 milhões de euros em 2018, o que compara com prejuízos de 41,7 milhões de euros em 2017, anunciou em comunicado.

Lusa /

"O lucro líquido registado em 2018 reflete uma melhoria do desempenho comercial, das margens técnicas, dos níveis de eficiência e dos resultados financeiros da companhia", refere a informação hoje divulgada pelo grupo que junta as seguradoras Tranquilidade (que pertencia ao BES), Açoreana (que pertencia ao Banif) e Logo.

A Seguradoras Unidas atingiu em 2018 um volume total de prémios de 800 milhões de euros, dos quais 746 milhões de euros são do ramo não-vida, mais 9,6% face ao ano anterior.

A seguradora diz que graças ao "crescimento superior à média do mercado" aumentou a sua quota de mercado no ramo não-vida para 15,5% (mais 0,3 pontos percentuais face 2017), o que diz que cumpre a estratégia definida.

A líder de mercado é a Fidelidade (pertencia à Caixa Geral de Depósitos), atualmente do grupo chinês Fosun.

Já no ramo vida, os prémios foram de cerca de 54 milhões de euros.

A companhia diz ainda que em 2018 baixou a taxa de sinistralidade do ramo não-vida para 69,7% (menos 9,5 pontos percentuais) e reduziu os custos operacionais recorrentes em 5,4%, devido à "simplificação operacional e aumento da eficiência".

A empresa não indica o valor absoluto dos gastos.

Ainda sobre o ano de 2018, a Seguradoras Unidas indica que ficou marcado "pela conclusão com sucesso da integração entre a Tranquilidade e a Açoreana", o que considera ser "um marco no mercado, não só pelo curto prazo em que ocorreu (18 meses), mas também pelo facto de a companhia ter conseguido manter elevados níveis de retenção de negócio e de fidelização da rede de distribuição, que asseguraram crescimento e ganho de quota de mercado".

A empresa diz ainda que investiu no reforço da estratégia digital e de inovação e que "irá continuar a investir na inovação da oferta, na melhoria dos níveis de serviço e na simplificação dos processos, com o objetivo de fortalecer a sua posição no setor segurador e de manter o foco no crescimento e rentabilidade".

A imprensa tem noticiado que o grupo Apollo está em contacto com vários investidores para vender a Seguradoras Unidas.

O grupo Seguradoras Unidas foi acusado no cartel das seguradoras o ano passado.

Em fevereiro, a Autoridade da Concorrência isentou-a de pagar a multa por ter sido quem denunciou o cartel.

A seguradora Tranquilidade pertencia ao Grupo Espírito Santo (GES) e passou na resolução do Banco Espírito Santo (BES) para o Novo Banco - a instituição de transição resultante da resolução do BES -, tendo sido comprada pelo fundo de investimento Apollo em janeiro de 2015, num negócio em torno de 215 milhões de euros, dos quais 50 milhões de euros em dinheiro e mais de 150 milhões de euros para reforçar os capitais da instituição, segundo notícias de então.

Já em 2016 a Apollo ficou com a Açoreana, seguradora do Banif antes da resolução deste, e formou o grupo Seguradoras Unidas (que junta Tranquilidade e Açoreana).

Em 2017, o grupo fez um programa de reestruturação com a saída por acordo de trabalhadores, ficando com cerca 1.000 funcionários.

 

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