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Seguro insiste na compra de tecnologia europeia em matéria de defesa e sugere concertação na UE sobre modelos de aviões

Seguro insiste na compra de tecnologia europeia em matéria de defesa e sugere concertação na UE sobre modelos de aviões

O Presidente da República insistiu hoje que a União Europeia (UE) deve ter autonomia em matéria de defesa, optando por comprar tecnologia internamente, e sugeriu uma concertação sobre os modelos de aviões.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"Quando, por exemplo, se fala que é necessário adquirir na Europa aviões para as nossas Forças Armadas, bem, a Europa talvez valha a pena também pôr-se de acordo sobre se se justifica ter dois ou três modelos diferentes de aviões. O mesmo acontece em relação a carros de combate, o mesmo acontece em relação a submarinos", declarou António José Seguro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

O Presidente da República abordou o tema da autonomia da UE em matéria de defesa numa intervenção na 7.ª Conferência de Lisboa, uma iniciativa do Clube de Lisboa, no dia em que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, visita Portugal e terá encontros com o primeiro-ministro e com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

"Os nossos amigos e aliados norte-americanos dizem que a Europa tem que cuidar mais da sua defesa, que gastar mais da sua defesa, que se defender", referiu António José Seguro.

"Eu concordo. Mas isso significa que a Europa tem de se pôr de acordo e tem de ter uma dimensão coerente para o desenvolvimento dessa mesma perspetiva de defesa. O que significa que tem que ter a sua própria tecnologia, tem que desenvolver mercados que permitam aproveitar essa tecnologia, que seja uma tecnologia de duplo uso, de uso para fins de defesa e de segurança e simultaneamente para o uso civil, para o uso da nossa economia", acrescentou.

O chefe de Estado apontou "os drones, os condutores, os detetores" como "exemplos de como essa aplicação pode acontecer"

"Essa autonomia é fundamental para que a nossa capacidade de defesa não dependa de outros, porque de nada basta a Europa gastar mais dinheiro na sua defesa, se for comprar tecnologia fora da própria Europa", argumentou António José Seguro, considerando que essa "é uma verdade simples, mas que precisa de ser relembrada e recordada".

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