Economia
Semanário. Crise dos combustíveis aumenta o custo de vida e a insatisfação
O programa de análise semanal conduzido por António José Teixeira é agora emitido aos sábados às 23h00. No início da nova temporada, a crise dos combustíveis esteve em grande destaque, com a análise de António Costa Silva, doutor em Engenharia de Reservatórios Petrolíferos e antigo ministro da Economia.
O especialista em energia acredita que a situação está para durar, até porque ainda não há uma ideia concreta sobre o dano infringido às infraestruturas energéticas nos últimos sete meses desde o início da guerra contra o Irão, a 28 de fevereiro.
A crise afeta vários pontos do globo, incluindo os Estados Unidos, onde o preço médio do gasóleo continua a bater recordes históricos e já ultrapassa os seis dólares por galão. Isto num momento de grande incerteza, quando falta pouco mais de um mês para as eleições intercalares nos Estados Unidos.
“Uma guerra mal preparada e desastrada pode ter efeitos não só no Médio Oriente, no resto da economia mundial, mas também nos próprios Estados Unidos”, que não escapam à crise mesmo sendo hoje os principais produtores de petróleo e gás a nível global, vincou António Costa Silva.
A situação é agravada pelas dificuldades ao nível da refinação, não só no Médio Oriente mas também na Rússia, com a Ucrânia a atingir algumas das principais refinarias de Moscovo no contexto do conflito que já dura desde fevereiro de 2022.
“Governo faz o possível, mas é insuficiente”
António Costa Silva considera que a situação de escassez de combustíveis pode piorar nos próximos meses, com grandes consequências também em Portugal.
O ex-ministro afirma que é preciso olhar para a situação “sem rodeios” e que os problemas não devem ser enfrentados com “migalhas”, recorrendo ao exemplo do que foi feito em 2022, no Governo que integrou.
Costa Silva afirma que é necessário apoiar as empresas, sobretudo as indústrias que consomem muita energia, mas também as famílias. Neste ponto, o antigo ministro salienta que a redução no IRS não chega a quem mais precisa, salientando que “40% dos portugueses não paga IRS” e que este segmento da população, cerca de três milhões de pessoas, ainda não foi apoiado.
Afirmando ser partidário das “contas certas”, António Costa Silva admite que se possa algum equilíbrio orçamental para poder ir mais além nas ajudas às famílias. E com os últimos resultados da economia no primeiro semestre do ano, o ex-ministro vê "margem" para entregar mais ajuda aos portugueses.
“Há cerca de oito refinarias na zona do Golfo que foram duramente atingidas. Há também toda a central de liquefação de Ras Laffan, do Catar, que é um dos grandes exportadores mundiais de gás”, sublinha António Costa Silva.
“Uma guerra mal preparada e desastrada pode ter efeitos não só no Médio Oriente, no resto da economia mundial, mas também nos próprios Estados Unidos”, que não escapam à crise mesmo sendo hoje os principais produtores de petróleo e gás a nível global, vincou António Costa Silva.
A situação é agravada pelas dificuldades ao nível da refinação, não só no Médio Oriente mas também na Rússia, com a Ucrânia a atingir algumas das principais refinarias de Moscovo no contexto do conflito que já dura desde fevereiro de 2022.
“Governo faz o possível, mas é insuficiente”
António Costa Silva considera que a situação de escassez de combustíveis pode piorar nos próximos meses, com grandes consequências também em Portugal.
O ex-ministro afirma que é preciso olhar para a situação “sem rodeios” e que os problemas não devem ser enfrentados com “migalhas”, recorrendo ao exemplo do que foi feito em 2022, no Governo que integrou.
Costa Silva afirma que é necessário apoiar as empresas, sobretudo as indústrias que consomem muita energia, mas também as famílias. Neste ponto, o antigo ministro salienta que a redução no IRS não chega a quem mais precisa, salientando que “40% dos portugueses não paga IRS” e que este segmento da população, cerca de três milhões de pessoas, ainda não foi apoiado.
Afirmando ser partidário das “contas certas”, António Costa Silva admite que se possa algum equilíbrio orçamental para poder ir mais além nas ajudas às famílias. E com os últimos resultados da economia no primeiro semestre do ano, o ex-ministro vê "margem" para entregar mais ajuda aos portugueses.
“Mesmo que seja necessário ter algum défice de uma ou duas décimas a mim não me perturba. Temos de que olhar o país e proteger o país em todas as suas dimensões”, afirma.