Serviço de alojamento `Cama e Pequeno-Almoço` cada vez mais adeptos em Portugal
Porto, 05 mai (Lusa) -- Em tempo de crise, são cada vez mais os portugueses que procuram novas estratégias para poupar: Depois do aparecimento dos sítios online agregadores de descontos, chegou um novo tipo de alojamento para férias, o serviço de `Cama e Pequeno-almoço`.
"É um alojamento personalizado a baixo custo!", explica Ezequiel, um dos muitos portugueses que já faz parte desta comunidade de hospedeiros.
`Bed and Breakfast` ou em português `Cama e Pequeno-almoço`, descrito por muitos como um `alojamento corporativo`, tem um conceito simples: aluga-se um quarto no país que se vai visitar, estando também incluído, no contrato, o serviço de pequeno-almoço.
Para os adeptos deste alojamento, o primeiro passo é inscrever-se num sítio da Internet, como o www.bed&breakfast.com ou o www.airbnb.com, e, por uma mensalidade de cerca de sete euros, podem ver o quarto, que têm para aluguer, listado na base de dados mundial do serviço.
Susana, outra participante desta comunidade, teve conhecimento do `Cama e Pequeno-almoço` em 2002 numa altura em que decidiu ir estudar para fora e se apercebeu de que "perto da Universidade não havia muitos alojamentos disponíveis", a não ser os deste tipo.
Daí até entrar para a comunidade de hospedeiros do `Cama e Pequeno-almoço` foi um salto.
"Quando me mudei para uma casa maior, que tem quatro quartos, pensei que, uma vez que tenho um quarto com uma casa de banho de uso exclusivo, também poderia disponibilizar [este serviço], dentro de algumas condições", explica.
E essas condições são simples: o visitante, se assim lhe for pedido, deve enviar uma cópia do seu cartão de identificação e pagar 50 por cento do serviço à entrada, o que dá aos hospedeiros uma garantia de estarem a "lidar com pessoas sérias".
No entanto e como explicam os dois hospedeiros portuenses em entrevista à Agência Lusa, receios há sempre, mas parte-se do princípio de que as "pessoas estão de boa-fé", havendo, com este "intercâmbio de culturas, mais a ganhar do que a perder".
Entre as vantagens deste serviço, estão a garantia de se encontrar, de uma "forma simples, um alojamento a preços económicos e de, eventualmente se conhecer uma realidade que escapa a quem só circula nos meios tradicionais dos hotéis", explica Susana.
E se até aqui tanto Susana como Ezequiel estão de acordo, quando a pergunta é se foi como uma forma de combater a crise que decidiram fazer parte desta comunidade, as respostas não poderiam ser mais diferentes.
Enquanto Susana não vê como será possível "fazer disto um negócio", Ezequiel pensa o contrário e afirma mesmo que foi da "vontade de ter algum dinheiro extra" que decidiu aventurar-se na comunidade de hospedeiros do `cama e pequeno-almoço`.
Ainda assim, tanto um como outro afirmam que é preciso perceber que fazer parte da comunidade `Cama e Pequeno-almoço` não é o mesmo que praticar `Couchsurfing` (oferecer o sofá de sua casa a um viajante, a custo zero) ou fazer `Home Swap`, troca de casa.
No final, ambos concluem que este serviço pode ser uma mais-valia porque, para além de ser uma alternativa aos hotéis e aos hostels, garante um bónus que os outros não têm: "um serviço personalizado", como explica Ezequiel.
"Em minha casa é um serviço personalizado, sou eu que dou muito de mim às pessoas e há a comunhão de preço", disse.
DZN/MSP
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