Serviços `over-the-top` como WhatsApp aceleram crescimento em 2021

A pandemia acelerou o crescimento dos serviços `over-the-top` (OTT), como o WhatsApp, e Portugal ultrapassou a média europeia e ocupa o nono lugar em termos da sua utilização, divulgou hoje a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

Lusa /
Thomas White- Reuters

De acordo com o relatório sobre a utilização dos serviços OTT no ano passado, o regulador salienta que a pandemia de covid-19 "provocou um forte crescimento dos serviços OTT, sobretudo as chamadas de voz ou vídeo, `video streaming on demand`, frequência de cursos `online`", bem como a compra de produtos através da Internet.

"Em 2021, 80% dos utilizadores de Internet efetuaram chamadas de voz ou vídeo, mais 10 pontos percentuais do que em 2020 e mais 27 pontos percentuais do que em 2019", refere a Anacom.

"Portugal ultrapassou a média dos 27 países da União Europeia (UE27), com mais 7 pontos percentuais, passando para a 9.ª posição do `ranking` da utilização deste tipo de serviços", destaca o regulador.

"Caso se considere o total de indivíduos e não apenas os utilizadores de Internet, a penetração destes serviços seria de 66%, ultrapassando a média europeia (+1 ponto percentual) e passando da 23.ª para a 14.ª posição do `ranking` da UE27", prossegue a Anacom, salientando que em 2019 Portugal "ocupava o último lugar deste `ranking`".

O OTT é uma expressão utilizada para descrever os serviços disponibilizados através da Internet como os serviços de mensagens instantâneas como o Facebook Messenger eo WhatsApp, entre outros, serviços de chamadas de voz e vídeo, onde se inclui o FaceTime ou o Skype, só para dar alguns exemplos, como também serviços audiovisuais de áudio e vídeo onde se incluem a Apple Music e Spotify, no caso da música, e a Netflix, entre outros.

"O `instant messaging` foi utilizado por 91% dos utilizadores de Internet", sendo que "o nível de utilização deste tipo de aplicações em Portugal encontrava-se 12 pontos percentuaus acima da média da UE27, ocupando a 6.ª posição no respetivo `ranking`", adianta a Anacom.

"Caso se considere o total de indivíduos, e não apenas os utilizadores de Internet, a penetração deste serviço em Portugal seria de 75%. Segundo esta perspetiva, Portugal ficou cinco pontos percentuais acima da média europeia, posicionando-se no 12.º lugar do `ranking` da UE27", salienta o regulador das comunicações eletrónicas.

Em 2020, "cerca de 34% dos utilizadores de Internet subscreveram serviços `video streaming on demand` (+20 pontos percentuais do que em 2018), encontrando-se Portugal na 15.ª posição no ranking da UE27".

Se for considerado o total de indivíduos e não apenas os utilizadores de Internet, a penetração destes serviços no mercado português seria de 26% em 2020, mais 16 pontos percentuais que em 2018, ocupando a 16.ª posição na classificação da UE a 27.

"A leitura de notícias `online`, a participação em redes sociais, a música `online` e o Internet `banking` foram outros dos serviços com níveis de participação superiores a 50% entre os utilizadores de Internet em Portugal", destaca a Anacom.

"A utilização de redes sociais, o acesso a informação `online` e a participação cívica e política `online` em Portugal foi significativamente superior à média da UE27", sendo que Internet `banking` [serviços de banca] e o `ecommerce` [comércio eletrónico] "eram mais populares na UE27 do que em Portugal".

À semelhança do que acontece na média dos países da UE a 27, "os indivíduos mais jovens, com o ensino superior, estudantes e com maiores rendimentos apresentaram uma maior propensão para a utilização dos diversos serviços `over-the-top` analisados".

No entanto, para alguns serviços OTT "o crescimento anual foi maior para os grupos com menor utilização, como é o caso dos reformados e indivíduos com 45 ou mais anos na realização de chamadas de voz e vídeo pela Internet e dos desempregados e indivíduos com 55 a 64 anos na utilização de `instant messaging`".

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