Economia
Serviços secretos franceses investigam “pista chinesa”
Os serviços secretos franceses estão a privilegiar a “pista chinesa” no escândalo de espionagem industrial que envolve o construtor automóvel Renault. O jornal Le Fígaro noticia que os três altos quadros suspensos por alegadamente venderem segredos da companhia, estavam a passar à China os planos do veículo elétrico da marca. O caso já levou o ministro francês da industria a dizer que o país enfrenta uma “guerra económica.
“A Renault suspeita de um ator chinês” afirma o Le Fígaro citando "diversas fontes internas da marca francesa.
O jornal dá conta de suspeitas que os três executivos da companhia, "em posição particularmente estratégica na empresa", terão vendido patentes que não tinham sido ainda registadas a um ou mais intermediários, especialistas em informações económicas secretas.
Segredos diziam respeito aos carros elétricos As patentes em causa estariam relacionadas com a bateria e o motor dos futuros veículos elétricos, em cujo desenvolvimento, a Renault e a sua parceira japonesa Nissan já investiram 4 mil milhões de euros.
Ainda citando fontes da marca francesa, o jornal diz que a Renault suspeita que o destinatário final dos segredos tenha sido um cliente chinês. Uma pista que, segundo o Fígaro, os serviços secretos franceses estão também a seguir.
A Renault recusou-se a comentar a notícia do Fígaro, mas um deputado francês do partido presidencial UMP conformou à agência France Press a existência de uma “pista chinesa”.
“As suspeitas inclinam-se, efetivamente, para esse lado” disse o parlamentar reagindo às informações do jornal.
De acordo com o Le Fígaro, o mais alto funcionário implicado no escândalo é Jean-Michel Balthazard, membro da comissão de direção e diretor da divisão de projetos, que já tinha liderado o projeto do modelo Laguna 3, até 2005.
Os outros dois funcionários são Bertrand Rochette, adjunto de Balthazard e Matthieu Tenenbaum, adjunto do diretor do projeto de veículos elétricos.
"Guerra económica"A Renault, é detida em 15 por cento pelo Estado francês e o ministro da Indústria, Eric Besson, afirmou, quinta-feira, que o país enfrenta uma "guerra económica".
"A expressão 'guerra económica', embora seja ultrajante por vezes, é apropriada desta vez", disse o governante.
O ministro Eric Besson disse também aos jornalistas que as empresas que recebem subsídios do Estado para financiar investigação e desenvolvimento terão de aumentar as defesas contra a espionagem industrial.
Por seu lado a Renault já admitiu que o caso de espionagem industrial envolveu "ativos estratégicos, intelectuais e tecnológicos".
Segundo declarou à France Press, Christian Husson, um dos vice-presidentes da companhia, a decisão de suspender os três executivos, visou "proteger, sem mais demoras, os ativos estratégicos, intelectuais e tecnológicos da nossa empresa".
"Para a Renault, isto é um incidente muito sério que envolve pessoas numa posição estratégica particular na empresa", disse ainda o vice-presidente, um dia depois do grupo ter anunciado a suspensão dos três altos quadros, ao final de um mês de inquérito.
"Contrários à ética"A investigação recolheu "um corpo de provas que demonstra que os atos destes três colegas foram contrários à ética da Renault, e sabiam que estavam deliberadamente a colocar em risco ativos da companhia", acrescentou Husson.
Este é o mais recente de uma série de casos de espionagem industrial que tem vindo a abalar o setor automóvel francês, com o fabricante de pneus Michelin e o fabricante de peças Valeo a ser também alvo de atos de espiões.
Em 2007 a Renault já tinha sido abalada por um escândalo semelhante, quando uma revista divulgou fotografias e projetos de dois novos modelos que a marca estava a desenvolver.
A companhia francesa e a Nissan têm vindo, actualmente, a apostar na produção de veículos elétricos, com o objetivo de lançar para o mercado diversos modelos até 2014, em resposta ao aumento da procura por meios de transporte mais amigos do ambiente.
O jornal dá conta de suspeitas que os três executivos da companhia, "em posição particularmente estratégica na empresa", terão vendido patentes que não tinham sido ainda registadas a um ou mais intermediários, especialistas em informações económicas secretas.
Segredos diziam respeito aos carros elétricos As patentes em causa estariam relacionadas com a bateria e o motor dos futuros veículos elétricos, em cujo desenvolvimento, a Renault e a sua parceira japonesa Nissan já investiram 4 mil milhões de euros.
Ainda citando fontes da marca francesa, o jornal diz que a Renault suspeita que o destinatário final dos segredos tenha sido um cliente chinês. Uma pista que, segundo o Fígaro, os serviços secretos franceses estão também a seguir.
A Renault recusou-se a comentar a notícia do Fígaro, mas um deputado francês do partido presidencial UMP conformou à agência France Press a existência de uma “pista chinesa”.
“As suspeitas inclinam-se, efetivamente, para esse lado” disse o parlamentar reagindo às informações do jornal.
De acordo com o Le Fígaro, o mais alto funcionário implicado no escândalo é Jean-Michel Balthazard, membro da comissão de direção e diretor da divisão de projetos, que já tinha liderado o projeto do modelo Laguna 3, até 2005.
Os outros dois funcionários são Bertrand Rochette, adjunto de Balthazard e Matthieu Tenenbaum, adjunto do diretor do projeto de veículos elétricos.
"Guerra económica"A Renault, é detida em 15 por cento pelo Estado francês e o ministro da Indústria, Eric Besson, afirmou, quinta-feira, que o país enfrenta uma "guerra económica".
"A expressão 'guerra económica', embora seja ultrajante por vezes, é apropriada desta vez", disse o governante.
O ministro Eric Besson disse também aos jornalistas que as empresas que recebem subsídios do Estado para financiar investigação e desenvolvimento terão de aumentar as defesas contra a espionagem industrial.
Por seu lado a Renault já admitiu que o caso de espionagem industrial envolveu "ativos estratégicos, intelectuais e tecnológicos".
Segundo declarou à France Press, Christian Husson, um dos vice-presidentes da companhia, a decisão de suspender os três executivos, visou "proteger, sem mais demoras, os ativos estratégicos, intelectuais e tecnológicos da nossa empresa".
"Para a Renault, isto é um incidente muito sério que envolve pessoas numa posição estratégica particular na empresa", disse ainda o vice-presidente, um dia depois do grupo ter anunciado a suspensão dos três altos quadros, ao final de um mês de inquérito.
"Contrários à ética"A investigação recolheu "um corpo de provas que demonstra que os atos destes três colegas foram contrários à ética da Renault, e sabiam que estavam deliberadamente a colocar em risco ativos da companhia", acrescentou Husson.
Este é o mais recente de uma série de casos de espionagem industrial que tem vindo a abalar o setor automóvel francês, com o fabricante de pneus Michelin e o fabricante de peças Valeo a ser também alvo de atos de espiões.
Em 2007 a Renault já tinha sido abalada por um escândalo semelhante, quando uma revista divulgou fotografias e projetos de dois novos modelos que a marca estava a desenvolver.
A companhia francesa e a Nissan têm vindo, actualmente, a apostar na produção de veículos elétricos, com o objetivo de lançar para o mercado diversos modelos até 2014, em resposta ao aumento da procura por meios de transporte mais amigos do ambiente.