Economia
Sindicato promove greve contra despedimentos nos call centers da PT
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV) convocou para esta terça-feira uma greve de uma hora dos trabalhadores dos centros de atendimento da Portugal Telecom. Salários dignos, pagamento de trabalho suplementar, diálogo social, luta pelo respeito laboral e pela dignidade são alguns dos objetivos da ação “Vamos parar os call centers da PT de norte a sul”.
Pedro Antunes tem 30 anos. O trabalho temporário tornou-se uma constante. Já lá vão dez anos e agora foi despedido de um dos call centers da Portugal Telecom.
“O que eu sinto é um bocado estranho. As pessoas estão assustadas, receosas do que está para vir, mas a maioria também não tem noção dos seus direitos. Estão à espera que as coisas se resolvam”, descreveu.
Em poucas palavras, ao online da RTP, Pedro Antunes falou do que se vive dentro das instalações: “Há um ambiente austero, no sentido da relação humana. É-nos pedido profissionalismo, mas depois mandam-nos para a rua, sem alternativa”.
A greve desta terça-feira pretende que “os trabalhadores que ainda têm emprego prestem solidariedade às centenas de pessoas que têm vindo a ser despedidas", explicou, por sua vez, António Caetano, do SINTTAV. Entrevista com António Caetano, do SINTTAV
A estrutura sindical estima que cerca de 500 trabalhadores tenham sido despedidos desde dezembro de 2014.
Objetivos inatingíveis e bancos de horas ilegais
O objetivo é "combater os despedimentos que estão a ocorrer em todos as empresas de call center, a forma indigna como os trabalhadores são tratados, os objetivos inatingíveis que lhes são impostos e os bancos de horas ilegais", salienta António Caetano.
“Os contratos que lhes são impostos a assinar subvertem até aquilo que de mau há no Código do Trabalho. Se o trabalhador for deslocado de local de trabalho, ao assinar o contrato, aceita logo que prescinde de qualquer indemnização a que tenha direito por essa deslocação. São direitos fundamentais que eles têm e pelos quais têm que lutar”. Para António Caetano, o que está em causa é que “usam e descartam os trabalhadores quando já não precisam deles".
13 mil em trabalho temporário
“Neste momento, a Portugal Telecom tem cerca de 16 mil trabalhadores que prestam serviços, dos quais se estima que 13 mil sejam de empresas de trabalho temporário”, detalhou o sindicalista.Esta é apenas a primeria de muitas ações que o SINTTAV quer levar a cabo, envolvendo todos os outros grupos económicos que têm trabalhadores a prestar serviços temporários.
"Em causa estão os trabalhadores que faziam o backoffice, apoio técnico, vendas, apoio administrativo, entre outros", acrescentou.
António Caeteno lembrou que em janeiro a brasileira Oi decidiu encerrar o call center em Lisboa e despediu os últimos 120 trabalhadores, já depois de ter dispensado outros 170 funcionários.
“O que eu sinto é um bocado estranho. As pessoas estão assustadas, receosas do que está para vir, mas a maioria também não tem noção dos seus direitos. Estão à espera que as coisas se resolvam”, descreveu.
Em poucas palavras, ao online da RTP, Pedro Antunes falou do que se vive dentro das instalações: “Há um ambiente austero, no sentido da relação humana. É-nos pedido profissionalismo, mas depois mandam-nos para a rua, sem alternativa”.
A greve desta terça-feira pretende que “os trabalhadores que ainda têm emprego prestem solidariedade às centenas de pessoas que têm vindo a ser despedidas", explicou, por sua vez, António Caetano, do SINTTAV. Entrevista com António Caetano, do SINTTAV
A estrutura sindical estima que cerca de 500 trabalhadores tenham sido despedidos desde dezembro de 2014.
Objetivos inatingíveis e bancos de horas ilegais
O objetivo é "combater os despedimentos que estão a ocorrer em todos as empresas de call center, a forma indigna como os trabalhadores são tratados, os objetivos inatingíveis que lhes são impostos e os bancos de horas ilegais", salienta António Caetano.
“Os contratos que lhes são impostos a assinar subvertem até aquilo que de mau há no Código do Trabalho. Se o trabalhador for deslocado de local de trabalho, ao assinar o contrato, aceita logo que prescinde de qualquer indemnização a que tenha direito por essa deslocação. São direitos fundamentais que eles têm e pelos quais têm que lutar”. Para António Caetano, o que está em causa é que “usam e descartam os trabalhadores quando já não precisam deles".
13 mil em trabalho temporário
“Neste momento, a Portugal Telecom tem cerca de 16 mil trabalhadores que prestam serviços, dos quais se estima que 13 mil sejam de empresas de trabalho temporário”, detalhou o sindicalista.Esta é apenas a primeria de muitas ações que o SINTTAV quer levar a cabo, envolvendo todos os outros grupos económicos que têm trabalhadores a prestar serviços temporários.
"Em causa estão os trabalhadores que faziam o backoffice, apoio técnico, vendas, apoio administrativo, entre outros", acrescentou.
António Caeteno lembrou que em janeiro a brasileira Oi decidiu encerrar o call center em Lisboa e despediu os últimos 120 trabalhadores, já depois de ter dispensado outros 170 funcionários.