Sines recebeu 95% do gás que entrou em Portugal e três navios russos em 2025

Sines recebeu 95% do gás que entrou em Portugal e três navios russos em 2025

Cerca de 95% do gás que entrou em Portugal em 2025 chegou através do terminal de Sines, tendo Nigéria, Estados Unidos e Rússia sido os principais países de origem, segundo um relatório da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

Lusa / Adicionar como fonte informativa

No ano passado, no terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) foram realizadas 46 descargas de navios metaneiros, menos sete do que em 2024, e abastecidas 7.546 cisternas, mais 214 do que no ano anterior.

A Nigéria representou 50% das operações de descarga, os Estados Unidos 43% e a Rússia os restantes 7%, de acordo com o documento divulgado hoje.

Sines recebeu três navios metaneiros provenientes da Rússia, o mesmo número que em 2024, tendo a energia descarregada de origem russa permanecido igualmente inalterada, em 3,3 terawatts-hora (TWh).

Portugal pretende pôr termo às importações de GNL russo até ao início de 2027, ao abrigo das regras europeias que determinam a eliminação progressiva das compras de gás à Rússia.

Como a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, já tinha explicado em fevereiro, existe uma única empresa com um contrato de longo prazo para importar gás russo através de Sines, a espanhola Naturgy.

Os restantes cerca de 5% do gás que entrou em Portugal chegaram por gasoduto, através das interligações com a rede espanhola em Campo Maior e Valença do Minho.

No relatório, a ERSE conclui ainda que em 2025 se registou uma melhoria global do desempenho das redes de transporte e distribuição de gás, com uma redução do número e da duração das interrupções no fornecimento.

Cerca de 0,7% das instalações de clientes foram afetadas por interrupções, correspondendo a 10.861 de um total de 1.567.872 clientes ligados à rede.

Na rede de transporte não se registaram interrupções nos pontos de saída pelo sexto ano consecutivo.

Todos os operadores das redes de distribuição cumpriram o padrão relativo à duração média das interrupções, com exceção da Lisboagás que "não cumpriu o padrão relativo ao número médio de interrupções, em resultado, nomeadamente, de intervenções programadas e de ações de pesquisa de fugas e conversão da rede", detalha o regulador.

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