Sinopec alerta condutores para maior subida do ano dos combustíveis na China
A estatal chinesa Sinopec alertou hoje os clientes para anteciparem o abastecimento e evitarem horas de maior afluência, perante a maior subida do ano nos combustíveis na China, que entra em vigor à meia-noite.
Segundo estimativas de consultoras do setor, citadas por órgãos de comunicação locais, o aumento poderá situar-se em cerca de 2.200 yuan (cerca de 1.534 euros) por tonelada, o que se deverá traduzir em subidas entre 1,7 e 1,8 yuan (0,21 e 0,22 euros) por litro nas principais gasolinas e no gasóleo.
Para um depósito padrão de 50 litros, o agravamento representará um custo adicional superior a 80 yuan (10 euros) por abastecimento.
A subida, a quinta desde o início do ano, deverá consolidar a tendência de aumento dos preços no país, após quatro anteriores revisões em alta e um ajustamento sem alterações, de acordo com o mecanismo de revisão a cada dez dias úteis, indexado à evolução do crude nos mercados internacionais.
A Sinopec, uma das principais petrolíferas estatais chinesas, enviou mensagens de texto aos seus utilizadores a alertar para uma subida "relativamente elevada" e a recomendar o planeamento das deslocações e o abastecimento antecipado, para evitar concentrações nas estações de serviço.
O aviso, pouco habitual segundo comentários em redes sociais chinesas, reflete a sensibilidade das autoridades e das empresas do setor ao impacto dos preços da energia no consumo diário.
Os mercados asiáticos reagiam com quedas acentuadas ao agravamento da crise no Médio Oriente, com descidas até 3,36% em Hong Kong e perdas superiores a 2% nas bolsas da China continental.
Em paralelo, o preço do petróleo Brent, referência na Europa, mantinha-se em torno dos 110 dólares (95 euros) por barril, impulsionado pelos receios de interrupções no fornecimento a partir do golfo Pérsico.
O estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, constitui também uma rota estratégica para a China, já que aproximadamente 45% das suas importações de crude passam por essa via.
O Irão reiterou por várias vezes a possibilidade de bloquear a passagem caso prossigam ataques contra o país, enquanto os Estados Unidos advertiram para eventuais novas ações militares se Teerão mantiver a pressão sobre esta via estratégica.