Só 5 em cada 100 empresas em Portugal não tem acesso à Internet em banda larga

Lisboa, 06 nov (Lusa) -- O INE divulgou hoje que 95% das empresas com 10 ou mais trabalhadores tinha acesso à Internet em banda larga este ano, mais 10 pontos percentuais do que em 2010, 66% das quais recorrendo à banda larga móvel.

Lusa /

De acordo com os resultados do Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Empresas do Instituto Nacional de Estatística (INE), desde o início da década evidencia-se a intensidade do crescimento da ligação em banda larga móvel (41 pontos percentuais face a 2010), mas mantém-se a predominância da banda larga fixa, atualmente em patamar semelhante ao observado para a média da UE-28 (90%).

Este ano, 39% das empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço utilizam aplicações baseadas na Internet ou plataformas de comunicação criadas pelas próprias empresas como estratégia de ligação, criação e troca de conteúdos com clientes, fornecedores ou outros parceiros de negócio, principalmente através das redes sociais.

Face a 2013, e no que respeita à receção de encomendas através do comércio eletrónico, as empresas portuguesas atingiram o nível médio das congéneres na UE-28 (14%), sendo que, nesse ano, o volume de negócios realizado através deste meio representou 12% do volume de negócios total.

Segundo o INE, 92% das empresas, em 2014, recorrem a uma tecnologia fixa para ligação à Internet em banda larga e 66% uma tecnologia móvel, "mantendo-se a predominância da conexão em banda larga fixa".

Numa análise por tipo de ligação fixa, 27% das empresas referem utilizar `modem` por linha de telefone analógica ou RDIS, enquanto 62% usam DSL (ADSL, SDSL, etc.), e igual número outra ligação fixa de banda larga com ou sem fios (como cabo, acesso dedicado, fibra ótica, satélite e `wi-fi`).

Relativamente ao acesso em banda larga por ligação móvel, 56% das empresas referem fazê-lo através de computador portátil (`laptop`, `notebook`, `netbook`) e 51% através de telemóvel, PDA ou `smartphone`.

Entre as empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço, 39% afirmam utilizar as redes sociais como estratégia de ligação a clientes, fornecedores ou parceiros de negócio.

A utilização das redes sociais (Facebook, Linkedln, Xing, Viadeo, etc.) é indicada por 93% das empresas que utilizam aplicações baseadas na Internet ou plataformas de comunicação criadas pelas próprias empresas para conectar, criar e trocar conteúdos `online`, sendo que a frequência de utilização de sítios de partilha de conteúdos multimédia (Youtube, Flickr, Picasa, etc) é de 28% e a de utilização de `blogs` da empresa ou `microblogs` (Twiter, Present.ly etc.) é de 12%.

Do inquérito do INE resulta ainda que, em 2014, 54% nas empresas analisadas têm `website`, sobretudo para disponibilização de catálogos ou listas de preços (57%).

A proporção de empresas que referem ter `website` aumenta com a respetiva dimensão, variando entre 49% nas empresas de 10 a 49 pessoas ao serviço, 80% nas empresas de 50 a 249 pessoas ao serviço e 96% nas grandes empresas (250 ou mais pessoas ao serviço).

Os serviços de computação em nuvem (`cloud`) adquiridos pelas empresas nacionais são, sobretudo, de correio eletrónico (78%), seguidos do armazenamento de ficheiros (49%) e do `software` de escritório (36%), mas apenas 13% das empresas analisadas usam este tipo de ferramenta e, destas, 82% utilizam servidores partilhados com prestadores de serviços e 30% utilizam servidores de prestadores de serviços exclusivamente reservados à empresa.

Em 2014, o INE reporta ainda que 19% das empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço dizem empregar especialistas em TIC [tecnologias da informação e comunicação), notando-se que esta situação é mais frequente no caso das grandes empresas (74%) do que nas pequenas (13%) e médias empresas (49%).

 

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