Sócrates preside a arranque do parque da Embraer em Évora

O primeiro-ministro José Sócrates presidiu à cerimónia de lançamento do parque aeronáutico da Embraer, em Évora. O projecto, cujo acordo foi celebrado há um ano com a empresa brasileira, contempla a construção de duas fábricas de componentes de avião num investimento de 148 milhões de euros e a criação de mais de 500 postos de trabalho.

RTP /
O primeiro-ministro José Sócrates (dir.) com o Presidente brasileiro, Lula da Silva (centro), e o presidente da Embraer, Frederico Curado DR

A primeira pedra do centro da Embraer em Évora foi lançada numa cerimónia com a presença do primeiro-ministro português. A cerimónia que lança o projecto com prazo de conclusão estimado em 2013, decorreu junto ao aeródromo municipal, contando ainda com a presença do presidente executivo da Embraer, Frederico Fleury Curado, e do autarca José Ernesto Oliveira.

Trata-se de um investimento inicial de 148 milhões de euros, com a empresa brasileira a implementar duas fábricas no parque industrial aeronáutico, umas das quais destinada a produzir estruturas metálicas (asas), a segunda materiais compósitos (caudas).

Numa primeira fase, o parque da Embraer vai estar inserido no suporte logístico de jactos executivos, os Legacy 450 e 500, dois novos modelos que vão ser lançados no ano de conclusão das obras.

Em declarações à Agência Lusa, o presidente da Câmara de Évora, José Ernesto Oliveira, congratulou-se pela concretização do projecto quando "houve muita gente que duvidou e quase que se atreveu a querer gozar com a possibilidade da sua concretização".

"É uma vitória sobre a descrença e sobre os velhos do Restelo", ironizou o autarca.

Governo quer centro de excelência em Évora

A Embraer, multinacional brasileira com a terceira posição mundial no ramo da indústria aeronáutica, está já presente no mercado português através das OGMA (Oficinas Gerais de Material Aeronáutico).

Com o novo investimento, o Executivo de José Sócrates espera desenvolver em Évora "um cluster" aeronáutico, no que deverá ser "um centro de excelência ao nível dos materiais compósitos".

O Governo explica ainda que este investimento será "totalmente destinado às exportações" e terá uma mão-de-obra "altamente qualificada", manifestando ainda a convicção de que a multinacional brasileira vai apostar na formação e qualificação dos trabalhadores a integrar no quadro da empresa.

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