Sócrates preside em Mira a lançamento de projecto de aquacultura

O primeiro-ministro, José Sócrates, preside hoje ao lançamento do projecto de aquacultura da Pescanova em Mira, Distrito de Coimbra, um investimento de 140 milhões de euros, contestado por grupos ambientalistas, que condenam a sua localização, dentro da Rede Natura 2000.

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Sócrates em Mira DR

Os promotores do projecto Acuinova afirmam que o empreendimento irá criar 200 postos de trabalho directo e 600 indirectos, produzindo mais de 7.000 toneladas de peixe (pregado) anualmente, sobretudo destinado a exportação para a União Europeia.

Para permitir a instalação da empresa de origem espanhola, o governo excluiu em Fevereiro do regime florestal 206 hectares a sul da Praia de Mira, a cerca de 500 metros da ora marítima, o que motivou protestos dos ambientalistas.

Em Agosto, o Ministério do Ambiente emitiu uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável ao projecto, condicionando a aprovação definitiva, contudo, a um estudo sobre a possibilidade de afastar o empreendimento o mais possível para Este, de forma a "minimizar a interferência nas dunas móveis, com a criação de uma zona tampão capaz de reter as areias e estabilizar estas dunas".

Na sequência, a Quercus anunciou a apresentação de uma queixa na Comissão Europeia contra o Estado português, repudiando a aprovação do projecto na zona costeira de Mira e considerando que ele cria "mais um ponto negro na orla costeira portuguesa".

As críticas ao projecto foram subscritas pela Ecolojovem, estrutura de juventude do partido ecologista "Os Verdes", por considerar que a unidade de pescado de Mira vai destruir as dunas da praia e aumentar a erosão costeira.

O lançamento do empreendimento de aquacultura do grupo Pescanova decorre Sábado, pelas 11:30, na Praça da República, em Mira.

A cerimónia será presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates e conta com a participação do ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva, ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho e o presidente do Grupo Pescanova, Manuel Fernandez de Sousa-Faro.

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