SOMAGUE diz que plataforma Maia/Trofa "não é rentável" na actual situação de crise
Porto, 10 Fev (Lusa) - A construtora SOMAGUE, promotora da Plataforma Logística Maia/Trofa, considera que o projecto "não é rentável" na actual conjuntura mundial, pelo que decidiu abandona-lo até que as circunstâncias se alterem, disse hoje à agência Lusa fonte da empresa.
Para a SOMAGUE, "esta plataforma é um projecto com falta de rentabilidade no actual momento de crise mundial", afirmou a fonte.
Nesse sentido, assegurou que a paragem do processo, hoje revelada à Lusa por fonte do Gabinete para o Desenvolvimento do Sistema Logístico Nacional (GabLogis), "não está relacionada com qualquer problema de capacidade da empresa".
"O que se passou é que houve uma reanálise do projecto e foi considerado que, nesta altura, ele não é rentável", frisou a fonte da construtora.
A Plataforma Logística Maia/Trofa tem um investimento previsto de 232 milhões de euros
Segundo uma fonte do GabLogis, na sequência da posição da SOMAGUE "poderá ser necessário" encontrar um novo promotor para esta plataforma logística, admitindo também a escolha de um novo local para a sua construção.
A localização da Plataforma Logística Maia/Trofa situa-se no denominado Vale do Coronado, abrangendo terrenos da Reserva Agrícola Nacional, o que tem gerado alguns protestos de ambientalistas locais.
Nesse sentido, foi lançada, a 19 de Outubro de 2008, uma campanha contra a construção da plataforma naquele vale agrícola, liderada pela denominada rede de cooperação CONVERGIR, que envolve cerca de duas dezenas de associações de ambiente, urbanismo e ordenamento do território.
A Rede Nacional de Plataformas Logísticas, apresentada pelo Governo em Maio de 2006, envolve um investimento global de 1,7 mil milhões de euros.
A Plataforma Logística Maia/Trofa foi concebida para dar apoio logístico à Área Metropolitana do Porto, sendo também um complemento logístico ao Porto de Leixões.
A sua construção pretende dar um novo impulso ao desenvolvimento económico local e regional, através da reorganização dos fluxos logísticos provenientes da região litoral Norte de Portugal, da Galiza e da Beira Alta.
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