Somague, Soares da Costa, Edifer e Teixeira Duarte interessadas na expansão da Gare do Oriente
Lisboa, 18 Abr (Lusa) - As construtoras Somague, Soares da Costa, Edifer e Teixeira Duarte estão interessadas no concurso público para a expansão e adaptação da Gare do Oriente à alta velocidade, que será lançado no segundo semestre de 2009.
"A Somague está interessada no concurso por duas razões principais: porque já esteve envolvida no projecto inicial da Gare do Oriente e porque este empreendimento [ampliação da estação] está inserido na alta velocidade, em que a Somague também está interessada", disse à agência Lusa fonte oficial da construtora.
"Temos capacidade para concorrer sozinhos, mas não sabemos se o caderno de encargos aponta para outra coisa. Vamos esperar por 2009", disse a mesma fonte quando questionada sobre a possibilidade de avançar para o projecto em consórcio.
O ministro das Obras Públicas anunciou na quinta-feira que o concurso público internacional para a expansão da Estação do Oriente, uma obra que representa um investimento de 82 milhões de euros, será lançado no segundo semestre de 2009.
Na cerimónia de assinatura do contrato com o arquitecto espanhol Santiago Calatrava, que ficará responsável pela execução do projecto, Mário Lino disse que a obra terá um prazo de execução de 40 meses, devendo estar concluída em 2013.
A ampliação e adaptação da Gare do Oriente à alta velocidade ferroviária também interessa à Edifer, que liderou o consórcio responsável pela construção da estação, inaugurada em 1998, aquando da Expo98.
"A Gare do Oriente está no nosso portfolio e faremos todo o possível para participar nestas novas obras", disse à Lusa fonte oficial da construtora, afirmando ser "prematuro" adiantar mais pormenores.
A construção da Gare do Oriente ficou a cargo do consórcio ACE, liderado pela Edifer, que também integrava a Soconstrói, a Bento Pedroso Construções, a Somague e a Acciona.
Também a Soares da Costa vê com bons olhos o concurso para ampliação da Gare do Oriente.
"Obviamente que estamos interessados na ampliação da gare do Oriente como em todo o pacote da alta velocidade", disse fonte oficial da Soares da Costa, afirmando ser necessário "conhecer e avaliar a dimensão do projecto" para falar em consórcio.
A intervenção, que tornará a Gare do Oriente no grande interface de transportes de Lisboa, capaz de suportar a rede ferroviária convencional, a rede de alta velocidade, o metropolitano e de dar acesso aos autocarros e aos táxis, também está na mira da Teixeira Duarte.
"Estamos interessados e vamos seguramente concorrer", disse à Lusa fonte oficial da Teixeira Duarte, sublinhando que a construtora tem estado presente "em todos os concursos para obras relevantes em Portugal".
"Temos vários parceiros em várias frentes e agora vamos avaliá-los", afirmou a mesma fonte, precisando que a formação de um consórcio depende da definição do caderno de encargos, que determinará as "valias" que a empresa procurará obter junto de outros parceiros para que possa concorrer.
A ampliação da Estação do Oriente para acolher a alta velocidade ferroviária vai obrigar ao alargamento da estação no sentido transversal para a criação de duas novas plataformas, três novas linhas e ao prolongamento das plataformas de 300 para 415 metros.
As obras de alargamento prevêem também a construção de um terminal de passageiros para os comboios de alta velocidade e de outro, destinado à ligação ao novo aeroporto por meio de `shuttle` e com serviço de `check-in` avançado.
Deste modo, os passageiros chegados à Gare do Oriente que se dirijam para o aeroporto poderão fazer o `check-in` logo na própria estação ferroviária.
A intervenção criará também com novas zonas de bilheteira, novos `lounges` e proporcionará a requalificação da zona comercial exclusiva da estação e a sua adaptação às necessidades dos utentes.
CSJ.
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