Somincor quer expandir exploração em Neves-Corvo para produzir zinco, chumbo e prata
Castro Verde, Beja, 15 Fev (Lusa) - A empresa mineira Somincor quer expandir a exploração na mina de Neves-Corvo, no concelho alentejano de Castro Verde, para começar a produzir zinco, chumbo e prata em 2011, num investimento estimado em 80 milhões de euros.
Após um "grande investimento" em prospecções com "bons resultados", a empresa pretende explorar um novo jazigo dentro da concessão mineira de Neves-Corvo, explicou hoje o administrador-delegado da Somincor, John Andreatidis, em entrevista à agência Lusa.
Trata-se do jazigo do Lombador, uma massa mineralizada com minérios de zinco, chumbo e prata descoberta em 1988 e situada a "grande profundidade" a norte do jazigo do Corvo e a este-nordeste do jazigo de Neves.
Até ao "quarto trimestre" deste ano, vai decorrer o estudo de viabilidade do "Projecto Lombador", que irá definir o "melhor local" para o novo poço de extracção, infra-estruturas associadas e construção de uma nova lavaria, além do valor concreto a investir e as necessidades de pessoal, precisou o responsável.
Seguem-se os processos de licenciamento para a construção das novas infra-estruturas, adiantou John Andreatidis, prevendo que a exploração do novo jazigo poderá começar em 2011.
Com uma "vida útil estimada de 10 anos", o jazigo do Lombador irá produzir anualmente 130 mil toneladas de zinco, 20 mil toneladas de chumbo e 300 mil onças de prata, todos estes minérios contidos no concentrado.
Após o início da nova exploração, a mina de Neves-Corvo, "uma das maiores minas de cobre da Europa" e com uma "posição relevante" a nível mundial, vai tornar-se a "segunda maior mina de zinco da Europa", frisou o administrador.
O grupo sueco Lundin Mining, o único accionista da Somincor, garantiu John Andreatidis, vai "continuar a investir no desenvolvimento dos jazigos já delineados e nas infra-estruturas no interior da mina", além de "apostar num maior aproveitamento dos recursos naturais".
Para tal, a Somincor está a fazer novas prospecções, numa área de 2.700 quilómetros quadrados nas concessões da empresa, que, "em conjunto com a actualização das reservas existentes e das resultantes das sondagens, poderão alterar o tempo de vida útil da mina de Neves-Corvo", actualmente apontado para 2022, disse.
A Somincor, proprietária da mina de Neves-Corvo, a operar desde 1988, produz anualmente cerca de 340 mil toneladas de concentrado de cobre e duas mil toneladas de concentrado de estanho, empregando 842 trabalhadores e prevendo atingir os 866, este ano.
LL.
Lusa/Fim