S&P corta notação do BCP e revê em baixa perspetivas da CGD e Santander Totta
Lisboa, 12 jul (Lusa) -- A agência de notação financeira Standard & Poor`s (S&P) cortou o `rating` da notação da dívida do BCP e reviu para negativo o `outlook` da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e do Santander Totta.
As alterações surgem na sequência da revisão do `outlook` [perspetivas] para Portugal de estável para negativo realizada na semana passada, na sequência da crise política iniciada pela demissão do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.
A S&P decidiu ainda manter a perspetiva negativa do BES e do BPI.
"Os `outlooks` negativos refletem os desafios que os bancos enfrentam em resultado de um contexto operacional difícil e outros fatores específicos relacionados com o setor financeiro", explica a S&P .
A notação do banco liderado por Nuno Amado foi reduzida de `B+` para `B`, o que significa uma descida em um nível, com a agência norte-americana a justificar a decisão com o perfil de risco "mais fraco" do BCP, relativamente aos seus pares, que o torna "mais vulnerável" a enfrentar um contexto adverso.
"O Millennium BCP não só acumulou mais créditos problemáticos do que a média do sistema, mas também a qualidade dos seus ativos deteriorou-se mais depressa", refere a S&P.
A CGD e o Santander foram, por sua vez, colocados sob perspetiva negativa, mantendo o `rating` [avaliação] em `BB-` e `BB`, respetivamente.
A S&P avaliou também o BES e o BPI, mantendo os `ratings` em `BB-` e a perspetiva negativa.
Ainda na sequência do corte feito à dívida da República Portuguesa, numa outra nota enviada pela agência norte-americana, a S&P baixa também a perspetiva do `rating` da dívida do Metro de Lisboa.
A classificação de risco da dívida da empresa continua a ser de "B", mas a perspetiva passa de "estável" a "negativa".