Stanley Au regressa ao controlo do banco Delta Asia

O banqueiro Stanley Au Chong Kit, de 65 anos, o dono do Banco Delta Ásia de Macau, que os Estados Unidos acusaram de financiar o regime da Coreia do Norte, é um homem habituado à polémica.

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O escândalo em torno do seu banco custou-lhe o lugar de deputado no parlamento macaense, depois de ter desafiado ingloriamente Edmund Ho na corrida para primeiro chefe de executivo da Região Administrativa e Especial de Macau (RAEM) corria o ano de 1999.

Depois de, em 2005, ter sido envolvido pelo Tesouro norte-americano nas questões da Coreia do Norte, país com o qual nunca negou ter relações comerciais, Stanley Au defendeu-se em conferência de imprensa das posições dos Estados Unidos que proíbem os bancos americanos de contactos com o Delta Ásia, garantiu que nunca venderia a instituição controlada pela sua família e não deixou de admitir a possibilidade de vir a processar quem, no seu entender, o está a prejudicar.

Nascido no então território sob administração portuguesa, em Agosto de 1941, Stanley Au Chong Kit causou sensação quando em 1999 se candidatou a primeiro chefe do Executivo da RAEM.

Au foi facilmente batido por Edmund Ho, também banqueiro e homem de confiança de Pequim, que aproveitou para o nomear deputado à Assembleia Legislativa.

No entanto, não seria reconduzido no mandato após as eleições de Setembro de 2005, numa altura em que o caso Delta Ásia já era conhecido.

Na sua actividade cívica e política, Stanley Au Chong Kit desempenha ainda o cargo de presidente da Associação das Pequenas e Médias Empresas de Macau e foi membro da Comissão Preparatória da Região Administrativa Especial de Macau e director da Associação de Caridade do Hospital Kiang Wu, o hospital privado de Macau.

Na segunda-feira, retoma a direcção do seu banco que tem hoje uma actividade muito limitada e confinada ao mercado interno, mas quem conhece Stanley Au Chong Kit como empresário garante que não irá desistir de lutar para fazer crescer a instituição.

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