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Taiwan bloqueia por período de um ano rede social chinesa Rednote

Taiwan bloqueia por período de um ano rede social chinesa Rednote

As autoridades de Taiwan ordenaram o bloqueio, por um ano, da rede social chinesa Xiaohongshu (também conhecida como Rednote), invocando problemas de cibersegurança e a ocorrência de fraudes associadas à plataforma, anunciaram hoje fontes oficiais.

Lusa /
Reuters

Num comunicado, o Ministério do Interior informou, através da Agência Nacional de Polícia, que a aplicação - com mais de três milhões de utilizadores em Taiwan - não cumpriu nenhum dos 15 parâmetros de cibersegurança definidos pela Agência de Segurança Nacional, após uma inspeção técnica.

Desde 2024, a plataforma esteve envolvida em mais de 1.700 casos de fraude, resultando em prejuízos superiores a 247,68 milhões de dólares taiwaneses (cerca de 6,7 milhões de euros), indicaram as autoridades.

"Além disso, a impossibilidade de obter legalmente informações relevantes coloca sérios entraves às investigações criminais, criando um vazio legal substancial", referiu o comunicado.

Face a este cenário, o Governo decidiu proibir o acesso à aplicação por um período provisório de um ano. A continuidade das restrições dependerá da resposta da empresa operadora, Xingyin Information Technology, sediada em Xangai, e do seu cumprimento das leis e regulamentos de Taiwan.

O Ministério do Interior recordou ainda que a Xiaohongshu já foi multada pelo Governo chinês e está proibida no estado norte-americano do Texas.

"A plataforma contorna a jurisdição das leis da República da China [designação oficial de Taiwan], colocando em risco tanto os utilizadores como os comerciantes locais, que ficam expostos a fraudes no comércio eletrónico", sublinhou a nota.

A Xiaohongshu ganhou projeção internacional após receber um elevado número de utilizadores norte-americanos - apelidados de `refugiados do TikTok` - na sequência do anúncio de uma possível proibição da aplicação de vídeos curtos nos Estados Unidos, que acabou por não se concretizar após sucessivos adiamentos.

Segundo o Governo de Taiwan, esta não é a primeira vez que uma aplicação de origem chinesa é alvo de suspensão no território. O Ministério reforçou que todas as plataformas e aplicações que prestem serviços na ilha devem submeter-se à jurisdição das leis locais.

"Meta, Google, Line e TikTok, entre outras, já estabeleceram representantes legais conforme exigido pela legislação taiwanesa, cumprindo as suas obrigações legais e demonstrando uma postura de cooperação com o Governo no combate à fraude", frisaram as autoridades.

Taiwan, uma ilha governada autonomamente desde 1949, mas considerada por Pequim como parte integrante do seu território, tem vindo a alertar com frequência nos últimos meses para os riscos de cibersegurança associados a aplicações de origem chinesa.

 

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