Taxa de inflação subiu em agosto para 3,3%

Taxa de inflação subiu em agosto para 3,3%

Os dados são do Instituto Nacional de Estatísticas: a taxa de inflação subiu este mês. Segundo o INE, a Economia portuguesa subiu 2,5 por cento no segundo trimestre, face ao período homólogo.

RTP / Adicionar como fonte informativa
António Antunes - RTP

(em atualização)

A taxa de inflação aumentou para 3,3 por cento em agosto, em termos homólogos, contra 3,0 por cento no mês anterior, impulsionada pela subida do preço dos combustíveis, segundo a estimativa rápida divulgada esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

"Tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá aumentado para 3,3 por cento em agosto de 2026, taxa superior em 0,3 pontos percentuais à observada no mês anterior", indica o INE.

Segundo o instituto estatístico, "a aceleração do IPC é quase na totalidade explicada pelo aumento do preço dos combustíveis". 

O indicador de inflação subjacente terá registado este mês, uma taxa de variação homóloga de 2,7 por cento, superior em 0,1 pontos percentuais à de julho.

A variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 12,2 por cento, depois dos 8,7 por cento em julho, e o índice referente aos produtos alimentares não transformados desacelerou de 3,7 por cento para 3,4 por cento.

Face ao mês anterior, a variação do IPC terá sido de 0,1 por cento em agosto (-0,5 por cento em julho e -0,2 por cento em agosto de 2025), estimando-se uma variação média nos últimos 12 meses de 2,7 por cento (2,6 por cento no mês anterior).

Quanto ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, que permite uma melhor comparação com outros países, terá registado uma variação homóloga de 3,6 por cento, superior aos 3,1 por cento de julho.

Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de agosto serão publicados pelo INE em 10 de setembro.
Economia cresceu 2,5% no segundo trimestre
A economia portuguesa cresceu 2,5 por cento no segundo trimestre, em termos homólogos, e 0,8 por cento em cadeia, confirmou também o Instituto Nacional de Estatística (INE). 

Segundo o gabinete de estatística, o contributo negativo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB reduziu-se no 2.º trimestre, com um crescimento mais intenso das exportações que mais que compensou a aceleração das importações.

Por outro lado, o contributo positivo da procura interna diminuiu, refletindo sobretudo a desaceleração do investimento.

Já em termos trimestrais, registou-se uma aceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 0,8%, após ter aumentado 0,1% no trimestre anterior.

"O contributo da procura externa líquida foi decisivo para esta evolução, ao passar de -2,0 p.p. para +0,7 p.p., em resultado da aceleração das Exportações de Bens e Serviços e desaceleração das Importações de Bens e Serviços", explica o INE.

O contributo da procura interna, por sua vez, reduziu-se devido à diminuição do investimento.

C/Lusa
PUB