Economia
Teixeira dos Santos dado como escolha da CGD para a administração da PT
A proposta só deverá ser formalizada na próxima segunda-feira, mas Fernando Teixeira dos Santos, ex-ministro das Finanças do anterior Governo, está bem posicionado para ser o próximo administrador não-executivo da Portugal Telecom. A notícia foi avançada na edição desta sexta-feira do Diário Económico, que cita uma fonte da Caixa Geral de Depósitos, banco que detém 6,23 por cento do capital da PT. Mas o nome do ex-ministro socialista parece reunir pouco consenso no seio do Executivo de coligação, nomeadamente por parte do CDS-PP.
Menos de um ano depois de ter providenciado a entrada da troika em Portugal, que lhe custou um final de mandato amargo no Executivo de José Sócrates, Teixeira dos Santos parece ter voltado a ganhar a confiança de parte do Governo português. Diz o Económico que será o ex-ministro das Finanças a subir a uma das cadeiras deixadas vagas por Jorge Tomé e Francisco Bandeira.
Os dois ex-membros do conselho de administração da PT, que agora termina o mandato, eram os representantes nomeados pelo acionista CGD, que com 6,23 por cento do capital da empresa de telecomunicações, tem direito a dois lugares entre os 22 disponíveis na mesa dos órgãos sociais da PT. E mesmo sendo conhecida a vontade do banco do Estado de vender todas as participações que detém em ativos não-financeiros, como é o caso da PT, não será este ano que a Caixa vai abdicar desse direito.
O que significa que mesmo com o fim da golden-share, o Governo ainda terá voz ativa no núcleo da Portugal Telecom, pois a Caixa tem por norma uma palavra decisiva na escolha dos restantes elementos do corpo administrativo. O Económico avança ainda como “provável” o nome de António Nogueira Leite, atual administrador da CGD, como o outro escolhido pelo banco para assumir funções não-executivas na PT.
Os dois economistas deverão integrar a lista que será entregue aos acionistas da Portugal Telecom, que irão votar a proposta na assembleia-geral da empresa, a realizar a 27 de abril. Segundo o diário, Teixeira dos Santos e Nogueira Leite serão mesmo as únicas novidades na composição do conselho de administração da empresa para os próximos três anos. Zeinal Bava deverá continuar como presidente executivo e Henrique Granadeiro como chairman da PT.
Braço de ferro no Conselho de Ministros
Desgastado depois das nomeações feitas para a Caixa Geral de Depósitos, Águas de Portugal e EDP, o Governo de Passos Coelho quer, à partida, esbater as acusações do Partido Socialista que davam conta de “interferências” e de “nomeações de amigos” para as empresas públicas.
Teixeira dos Santos surge como opção no seguimento do apoio que tem manifestado em relação às medidas impostas pela troika e implementadas pelo Governo. O legado que o antecessor de Vítor Gaspar deixou na pasta das Finanças, nomeadamente o choque final protagonizado ao lado de José Sócrates pela necessidade do recurso à ajuda financeira externa, também não terá sido alheio à decisão. O facto de ser socialista é um detalhe, de peso, que deixará pouca margem a críticas do PS.
O assunto terá sido um dos temas quentes no Conselho de Ministros de quinta-feira. Segundo noticiou a TVI, cerca de metade dos membros do Governo insurgiram-se veementemente contra aquilo que consideram ser uma “recompensa” a um dos principais responsáveis pela situação calamitosa dos cofres do país. Paulo Portas encabeça o coro de vozes críticas, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros não estará isolado neste braço de ferro.
Pedro Mota Soares e Assunção Cristas partilham a opinião do seu líder partidário e vários ministros nomeados pelo PSD também não compreendem a repescagem do ex-ministro. Quem puxa a corda para o lado de Teixeira dos Santos é mesmo Vítor Gaspar. Acrescenta a TVI que o atual ocupante do Ministério que pertenceu a Teixeira dos Santos tem o apoio de Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal, e que ambos apreciam as competências técnicas do antigo governante. A composição final da proposta à PT só será conhecida na próxima semana.
Os dois ex-membros do conselho de administração da PT, que agora termina o mandato, eram os representantes nomeados pelo acionista CGD, que com 6,23 por cento do capital da empresa de telecomunicações, tem direito a dois lugares entre os 22 disponíveis na mesa dos órgãos sociais da PT. E mesmo sendo conhecida a vontade do banco do Estado de vender todas as participações que detém em ativos não-financeiros, como é o caso da PT, não será este ano que a Caixa vai abdicar desse direito.
O que significa que mesmo com o fim da golden-share, o Governo ainda terá voz ativa no núcleo da Portugal Telecom, pois a Caixa tem por norma uma palavra decisiva na escolha dos restantes elementos do corpo administrativo. O Económico avança ainda como “provável” o nome de António Nogueira Leite, atual administrador da CGD, como o outro escolhido pelo banco para assumir funções não-executivas na PT.
Os dois economistas deverão integrar a lista que será entregue aos acionistas da Portugal Telecom, que irão votar a proposta na assembleia-geral da empresa, a realizar a 27 de abril. Segundo o diário, Teixeira dos Santos e Nogueira Leite serão mesmo as únicas novidades na composição do conselho de administração da empresa para os próximos três anos. Zeinal Bava deverá continuar como presidente executivo e Henrique Granadeiro como chairman da PT.
Braço de ferro no Conselho de Ministros
Desgastado depois das nomeações feitas para a Caixa Geral de Depósitos, Águas de Portugal e EDP, o Governo de Passos Coelho quer, à partida, esbater as acusações do Partido Socialista que davam conta de “interferências” e de “nomeações de amigos” para as empresas públicas.
Teixeira dos Santos surge como opção no seguimento do apoio que tem manifestado em relação às medidas impostas pela troika e implementadas pelo Governo. O legado que o antecessor de Vítor Gaspar deixou na pasta das Finanças, nomeadamente o choque final protagonizado ao lado de José Sócrates pela necessidade do recurso à ajuda financeira externa, também não terá sido alheio à decisão. O facto de ser socialista é um detalhe, de peso, que deixará pouca margem a críticas do PS.
O assunto terá sido um dos temas quentes no Conselho de Ministros de quinta-feira. Segundo noticiou a TVI, cerca de metade dos membros do Governo insurgiram-se veementemente contra aquilo que consideram ser uma “recompensa” a um dos principais responsáveis pela situação calamitosa dos cofres do país. Paulo Portas encabeça o coro de vozes críticas, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros não estará isolado neste braço de ferro.
Pedro Mota Soares e Assunção Cristas partilham a opinião do seu líder partidário e vários ministros nomeados pelo PSD também não compreendem a repescagem do ex-ministro. Quem puxa a corda para o lado de Teixeira dos Santos é mesmo Vítor Gaspar. Acrescenta a TVI que o atual ocupante do Ministério que pertenceu a Teixeira dos Santos tem o apoio de Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal, e que ambos apreciam as competências técnicas do antigo governante. A composição final da proposta à PT só será conhecida na próxima semana.