Economia
Tiago Caiado Guerreiro aponta três opções para pagamento do subsídio de férias
O fiscalista Tiago Caiado Guerreiro aponta os caminhos que o governo poderá seguir para pagar o subsídio de férias, depois de o Tribunal Constitucional ter chumbado o corte para o setor público, pensionistas e contratos de docência e investigação.
Foto: Lusa
Entre as soluções possíveis estão o adiamento do pagamento do subsídio, o seu pagamento parcial até que se consiga equilibrar as contas e provar à ‘troika’ que Portugal vai cumprir o memorando, ou então o pagamento em dívida pública indexada ao crescimento económico.
Tiago Caiado Guerreiro explica que esta terceira opção é muito típica de intervenções do Fundo Monetário Internacional, visto que “envolve todas as pessoas no processo de recuperação económica do país, porque todas se tornam credoras do mesmo”.
Em declarações ao jornalista da Antena1 Nuno Rodrigues, o fiscalista comenta ainda as notícias da imprensa desta manhã de que os funcionários públicos e pensionistas vão pagar mais IRS a partir de maio, devido à reposição do subsídio de férias.
Tiago Caiado Guerreiro sublinha que os funcionários públicos e pensionistas teriam sempre que pagar mais IRS, porque o imposto é progressivo, o que significa que se há aumento dos rendimentos tem que haver aumento da retenção na fonte. A retenção na fonte é só uma antecipação do imposto que os contribuintes vão pagar, refere.
O acerto vai ter lugar em maio ou junho, dependendo da velocidade dos serviços em termos de implementação do sistema, até porque o processo é complexo e tem que ser aplicado a milhares de funcionários públicos e pensionistas.