Trabalhadores conseguem aumento salarial de 2,5 por cento - sindicato
Viana do Castelo, 29 Fev (Lusa) - Os trabalhadores da Portucel Viana obtiveram um aumento salarial de 2,5 por cento para 2008, estando garantido que cada um passa a receber, no mínimo, mais 25 euros do que em 2007, informou hoje fonte sindical.
Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Celulose, Papel, Gráfica e Imprensa acrescenta que aquele aumento de 2,5 por cento, plasmado na revisão do acordo de empresa para 2008 que ficou concluída terça-feira, diz respeito à remuneração-base e às cláusulas com matérias pecuniárias, nomeadamente subsídios de alimentação, de turno de laboração contínua ou de infantário.
O sindicato diz ainda que a partir de 06 de Março vai iniciar-se a discussão sobre propostas de soluções para os problemas ligados ao complemento de reforma e que levaram a que, durante o ano passado, os trabalhadores da Portucel Viana tivessem realizado cinco dias de greve.
Num manifesto distribuído aquando dessas paralisações, o sindicato acusa a administração de pretender reduzir em mais de 50 por cento o valor do complemento de reforma para os trabalhadores que tenham até 50 anos e em mais de 10 por cento para os restantes.
Os trabalhadores lembram que o complemento, criado em 1987, está consagrado no acordo de empresa em vigor e consta no regulamento de regalias sociais e no plano de pensões.
Segundo o sindicato, caso a intenção da administração seja posta em prática, o complemento de reforma, além de sofrer "uma redução significativa", também não será actualizado.
Adianta que trabalhadores daquela fábrica estão determinados em defender o complemento de reforma nos termos e com o cálculo estabelecidos no regulamento de regalias sociais, "que a empresa deverá respeitar para os trabalhadores admitidos até 31 de Dezembro de 2006".
O sindicato acrescenta que a Portucel Viana e a entidade gestora do fundo de pensões "conseguiram que o Instituto de Seguros de Portugal autorizasse uma discutível e contestada alteração do fundo de pensões, em Julho último, que permitiu a insistência da ofensiva patronal para piorar o complemento de reforma".
Os trabalhadores lamentam e contestam a decisão do Instituto de Seguros, tutelado pelo Ministério das Finanças, sublinhando que "a responsabilidade essencial" é da empresa, a quem "compete tomar as medidas necessárias para que não sejam prejudicados nos seus direitos e interesses".
A Portucel Viana tem 298 trabalhadores.