Trabalhadores da Bonvida manifestam-se à frente da Câmara da Batalha

Batalha, Leiria, 26 set (Lusa) - Cerca de 25 trabalhadoras da fábrica Bonvida Porcelana, Batalha, concentraram-se hoje de manhã à frente da autarquia contra o encerramento da empresa e na defesa dos seus postos de trabalho.

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À frente do edifício da autarquia, os funcionários - a esmagadora maioria mulheres -, exibiram uma tarja e palavras de ordem estampadas nas `t-shirts` com as respetivas reivindicações.

"Estamos aqui para sensibilizar a Câmara para a urgência em resolver a situação destes trabalhadores que não receberam os ordenados de agosto e os subsídios de férias desde 2007", disse à Lusa o representante da União de Sindicatos de Leiria, José Valentim.

Por outro lado, o sindicalista garante que "existem potenciais interessados em adquirir a empresa, que são do conhecimento da Câmara e do Ministério da Economia" e espera que o presidente da autarquia, António Lucas, "possa acelerar o processo".

Contactado pela Lusa antes da reunião com representantes dos trabalhadores, o presidente da Câmara da Batalha admite que "a solução para viabilizar a empresa tem que passar por alguém pegar na Bonvida, porque a atual gestão não está interessada".

António Lucas revela que tem mantido contactos regulares com o secretário de Estado da Economia, Almeida Henriques, e realizado diligências junto do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social e do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação.

No dia 2 de setembro a Bonvida Porcelana, que possui cerca de 170 trabalhadores, enviou na segunda-feira uma carta aos funcionários, dispensando-os de se apresentarem ao serviço até ao dia 26 de setembro.

Primeiro alegou a interrupção do fornecimento de gás para justificar a dispensa de funcionários de 23 secções, depois admitiu em comunicado que não tinha encomendas suficientes que justificassem a sua laboração.

Num comunicado dirigido aos trabalhadores, a administração anunciava mesmo que "não irá proceder ao pagamento das retribuições relativas ao meses de agosto e setembro e, previsivelmente, às retribuições referentes aos próximos meses".

A União de Sindicatos de Leiria, salienta José Valentim, defende uma investigação "a uma empresa que tinha e tem capacidade de produzir um milhão de peças, ao seu processo de descapitalização", expressando estranheza pela facto desta "ter mudado a sua sede social para Lisboa no dia 20 de setembro".

O deputado do grupo parlamentar "Os Verdes", José Luís Ferreira, entregou sexta-feira na Assembleia da República uma pergunta dirigida ao Governo, através do Ministério da Economia e Emprego, sobre a possível viabilização da empresa Bonvida, situada em Pinheiros, concelho da Batalha.

 

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