Trabalhadores da MoveAveiro afixam carta aberta a autarca e anunciam novas greves
Aveiro, 09Abr (Lusa) - Os trabalhadores da MoveAveiro afixaram hoje, à entrada das instalações municipais, um painel reproduzindo a carta aberta enviada ao presidente da Câmara, em que reclamam a sua intervenção para pôr cobro ao conflito laboral.
Segundo Jaime Ferreira, do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), o presidente da Câmara de Aveiro, Élio Maia, recebeu a 06 de Março, uma delegação dos trabalhadores da transportadora municipal, tendo-se comprometido a agendar uma reunião, sem que até hoje tenha dado qualquer resposta.
"Parece impossível que tenha passado mais de um mês e, pessoas que se dizem tão empenhadas em resolver o problema, não tenham feito sequer um telefonema a dizer alguma coisa", disse à Lusa o dirigente sindical.
Em causa está a negociação do acordo de empresa, suspensa no ano passado, que os trabalhadores pretendem ver concluída e a exigência do pagamento dos salários no mesmo dia do que os restantes trabalhadores municipais.
Além da afixação da carta enviada ao presidente da câmara, o STAL convocou mais cinco semanas de greve à primeira hora e meia de cada turno, em dias alternados, a iniciar a 14 de Abril, e greve total dia 22 deste mês, se os salários da MoveAveiro não forem pagos ao dia 20.
"Porque ao fim de três meses de greves e manifestações dos trabalhadores da MoveAveiro se continua a verificar a indisponibilidade do Conselho de Administração para desenvolver um processo negocial sério e empenhado, julgamos não ser compreensível que o presidente da Câmara de Aveiro mantenha uma atitude complacente para com a arrogância, a prepotência e a má fé negocial que têm pautado a acção da administração da empresa, cujos membros foram por si nomeados e desempenham simultaneamente o cargo de vereadores na autarquia", refere a carta aberta.
Para os trabalhadores da MoveAveiro, representados pelo STAL, "é urgente que o presidente da Câmara de Aveiro, principal responsável político pelo município e consequentemente por aquela empresa de capitais exclusivamente municipais, intervenha no processo".
Fonte do gabinete de imprensa da autarquia, contactada pela agência Lusa, informou que o presidente da Câmara estava indisponível para comentar o teor da carta aberta afixada à entrada das instalações municipais.