Trabalhadores da Preh, Trofa, voltam a parar laboração por aumentos salariais

Mais de centena e meia de trabalhadores da empresa de componentes eletrónicos Preh Portugal, de Bougado, Trofa, estão hoje a realizar greves de uma hora por turno para reivindicar aumento de salários, informou fonte sindical.

Lusa /

Os trabalhadores reclamam um valor salarial de 3%, dois pontos acima daquele que a empresa aplicou em abril.

"As pessoas não se convencem de que este aumento é justo face aos lucros da empresa e ao esforço que empregam no seu trabalho. A empresa insiste em ignorar as razões dos trabalhadores que reclamam salários condizentes com os resultados da empresa", explicou à agência Lusa a representante do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte (SITE-Norte), Amélia Cabral.

O sindicato estima que as várias paragens de hoje "ultrapassem", em número de trabalhadores em greve, as greves que já se realizaram antes, a 22 e 29 de maio, estando agendada nova paralisação para dia 26 deste mês.

Nota publicada no sítio oficial da Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (FIEQUIMETAL), que cita dados do SITE-Norte, indica que a Preh Portugal registou "um aumento de mais de um milhão e cem mil euros de lucros" em 2014 em relação a 2013.

"Se tivermos em conta apenas os resultados do último ano, a empresa tem condições para responder ao caderno reivindicativo e proceder ao aumento de 30 euros aos trabalhadores. Trezentos e noventa mil euros seria o custo com esta atualização salarial, sobrando ainda setecentos e dez mil euros para a empresa", descreve a nota.

Para os sindicalistas "a Preh continua a privilegiar apenas os seus acionistas, reservando-lhes a totalidade dos ganhos de produtividade, enquanto os trabalhadores, que produziram toda a riqueza, continuam a viver com salários degradados".

Esta empresa do distrito do Porto emprega cerca de 400 funcionários.

A agência Lusa contactou a administração da empresa que não quis comentar a situação.

 

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