Trabalhadores da REN Atlântico em greve entre 23 e 25 de agosto
Os trabalhadores da REN Atlântico, que asseguram a operação do terminal de gás natural liquefeito (GNL) de Sines, vão estar em greve entre 23 e 25 de agosto, exigindo uma pré-reforma que compense o desgaste do trabalho por turnos.
A paralisação é convocada pelo SITE Sul e pela Fiequimetal e insere-se num processo reivindicativo que, segundo um comunicado da estrutura sindical, se arrasta desde 2012.
Entre as reivindicações está o acesso à pré-reforma em condições semelhantes às previstas para os trabalhadores abrangidos pelo ACT 2000, bem como a correção das desigualdades salariais entre trabalhadores que desempenham as mesmas funções.
A Fiequimetal refere que a maioria dos trabalhadores da REN Atlântico conta atualmente com uma média de 20 anos de trabalho em regime de turnos, situação que justifica, na perspetiva sindical, a criação de um plano de pré-reforma a médio prazo.
A estrutura sindical alerta que, sem alterações às condições atuais, um trabalhador desta instalação teria de permanecer mais 26 anos e nove meses no ativo e em regime de turnos, o que, somado aos 20 anos já trabalhados em média, representaria um total de 46 anos e nove meses neste regime.
A Fiequimetal defende que a administração da REN deve criar um plano de pré-reforma para os trabalhadores por turnos do terminal de GNL, considerando que a instalação tem um papel estratégico na segurança do abastecimento energético do país.
A estrutura sindical sustenta ainda que a REN dispõe de condições económicas e financeiras para responder às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.