Trabalhadores do Casino Estoril decidiram prologar greve após decisão unânime

Os trabalhadores do Casino do Estoril decidiram domingo, por unanimidade, prolongar a greve, que segundo a comissão de trabalhadores surgiu como forma de protesto contra a recusa da administração de assinar um acordo de empresa renovável.

Agência LUSA /

"Em plenário geral de trabalhadores foi decidido prolongar a greve", revelou Clemente Alves, da Comissão de Trabalhadores do Casino do Estoril, que prometeu continuar a lutar pela celebração do acordo de empresa, processo que se arrasta há alguns meses.

"Procuramos uma solução que permita um acordo de empresa renovável a cada três anos, enquanto a empresa pretende que este caduque ao fim de três anos", explicou Clemente Alves, segundo o qual o nível de adesão à greve se mantém nos 95 por cento.

Clemente Alves garantiu que a iniciativa de acampar à porta do Casino do Estoril decorreu sem qualquer problema e será reforçada hoje: "Tivemos seis tendas. Segunda-feira esperamos ter mais na parte lateral do edifício".

O representante da Comissão de Trabalhadores do Casino do Estoril voltou ainda a acusar a administração de estar a tentar minimizar os efeitos da greve, obrigando funcionários "a trabalhar 12 a 18 horas por dia".

Reagindo às afirmações de Clemente Alves, Mário Assis Ferreira, da administração do Casino do Estoril, garantiu que o acordo de empresa "esteve pronto a assinar" mas os sindicatos exigiram "uma cláusula de vigência eterna".

"A mesma entidade (FESHAT - Federação dos Sindicatos de Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal) que agora comanda esta greve assinou um acordo de empresa, que prevê renovação por decisão mútua, com a ARESP (Associação da Restauração e Similares de Portugal)", indicou Mário Assis Ferreira.

"O acordo assinado em Julho deste ano é expressamente aplicável a todos os casinos", sublinhou o administrador do Casino do Estoril, indicando que o sindicato partiu para esta greve defendendo que o "acordo fosse eterno".

"Não tiveram a adesão esperada e agora procuram manter uma situação de mentira. Estão a procurar baixar sucessivamente a fasquia para sair da situação", prosseguiu a mesma fonte.

Sobre o acampamento à porta do Casino do Estoril, Mário Assis Ferreira garante que não haverá recurso à força: "A última coisa que queremos fazer é chamar a polícia, a menos que existam agressões".

Relativamente às acusações de que a administração está a tentar minimizar os efeitos da greve, obrigando os funcionários a trabalhar mais horas, o responsável do Casino do Estoril foi claro: "Isso era impossível devido à necessidade da alta qualificação desses trabalhadores".

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