Trabalhadores dos casinos do Algarve regressam à greve

Os trabalhadores das salas de jogo e máquinas dos casinos do Algarve estão hoje, e pela terceira vez este mês, em greve para reclamar melhorias salariais e fonte sindical adiantou que a adesão anda na ordem dos 80 a 90 por cento.

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os profissionais da hotelaria e jogo estão em greve no sector do jogo até quinta-feira às 04:00 e no ramo da Hotelaria até às 00:00 do mesmo dia.

Em declarações à Lusa, o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Hoteleiros do Algarve Henrique de Almeida informou que no Casino de Montegordo contabilizou-se uma adesão de "97 por cento nas salas de jogo, de 91 por cento nas máquinas e entre 20 a 30 por cento na hotelaria".

No casino de Vilamoura, por seu turno, os pagadores e fiscais do jogo tradicional (Grupo 1) aderiram "em 81 por cento à paralisação, enquanto que nas máquinas a adesão foi de 75 por cento e nas caixas de 20 por cento".

No casino da Rocha/Portimão a adesão das greves anteriores rondou os 55 por cento e é esperado a mesma percentagem, mas até ao início da noite ainda não havia confirmação do número de grevistas.

"Estamos a reivindicar junto da administração melhorias salarias", explicou Henrique Almeida, recordando que antigamente os prémios dos casinos eram entregues pelos empregados, que recebiam na maior parte das vezes "gratificações dos clientes" que chegavam a duplicar os seus ordenados, ou seja de 500 euros passava a mil euros.

Actualmente, e com as alterações do sistema de entrega das fichas de jogo e dos prémios através de máquinas que substituíram pessoas, o cliente ganhador já não se sente induzido a deixar uma gorjeta ao empregado, acrescenta o sindicalista, referindo que um ordenado pode rondar os 500 euros por mês.

Na paralisação dos dias 03 e 04 deste mês, o sindicato registou uma adesão de 70 por cento dos trabalhadores dos casinos do Algarve e os níveis de adesão à greve do dia 13 foram idênticos aos registados na primeira greve do mês.

"Não chegamos a concertação nenhuma com a administração dos Casinos [empresa Solverde] e a greve pode voltar nos próximos dias", avisa o sindicalista.

Os profissionais das salas de jogo queixam-se ainda do horário de trabalho de 12 horas diárias.

A Lusa não conseguiu em tempo útil obter um comentário da Solverde.


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