Trabalhar mais para receber a mesma quantia
Os trabalhadores vão ter de trabalhar mais anos para não perder na reforma. Quem optar por se aposentar este ano com 65 anos vai sofrer uma penalização de 1,32% na pensão de reforma
È o que confirma o Instituto Nacional de estatística que na passada sexta-feira veio confirmar que os trabalhadores portugueses que se reformarem no ano de 2009 verão a sua pensão penalizada em 1,32%.
Nem tudo está perdido e diz o ditado popular que "só para a morte não há solução". Os trabalhadores que quiserem minorar as perdas poderão esticar o tempo de trabalho. Terão de deixar as almejadas viagens e o desejado descanso para um pouco mais tarde.
A grande maioria dos pensionistas portugueses recebe ao fim de cada mês a quantia de 415,58 euros. Fazendo as contas a este valor médio, os trabalhadores que optarem pela reforma neste ano de 2009, verão a sua reforma reduzida em 5,48 euros devido ao chamado "factor de sustentabilidade".
As tabelas de mortalidade revelam, segundo o INE, que os portugueses em média vivem para além dos 65 anos de trabalho activo mais 18,13 anos em que poderão gozar da reforma num período de lazer.
Com os novos métodos de cálculo das pensões imposto há dois anos e com a longevidade a pesar nas contas finais, os dados ontem anunciados pelo INE confirmam a penalização que já tinha sido anunciada em Janeiro pelo Governo.
Claro está que para anular esta penalização e esta perda de dinheiro na pensão a receber, os trabalhadores poderão optar por não se reformarem aos 65 anos e esperar alguns meses mais continuando a trabalhar e a descontar.
Diz o INE que quem tiver 65 anos de idade e mais de 35 anos de descontos, se trabalhar mais dois meses não sofrerá essa penalização. Já aqueles que apenas descontaram entre 25 e 34 anos terão de esticar o tempo de trabalho por mais três meses se quiserem receber a mesma quantia no final do mês.